janeiro 19, 2011

Criciúma, 18 de janeiro de 2011

Bom dia a todos.

Seguem algumas fotos dos alagamentos em Criciúma que trouxe caos a cidade no dia de ontem.

Marco Damázio

Fotos: DECOM

LucasColomboDSC_0022 LucasColomboDSC_0040 LucasColomboDSC_0041

LucasColomboDSC_0072

LucasColomboDSC_0081 LucasColomboDSC_0086

LucasColomboDSC_0140

LucasColomboDSC_0147

LucasColomboDSC_0170

LucasColomboDSC_0194

Foco nublado e muita chuva

Criciúma-cheia-2

Caro Putz,

Vez em quando, a patroa cisma em assistir ao noticiário televisivo - coisa que muito me desagrada -, e hoje (terça, 18) isso ocorreu novamente. Fato que me inspirou a lhe escrever.

Como não poderia deixar de ser, tratou-se da arrecadação de mantimentos e desviamentos com destino ao Rio de Janeiro. Logo em seguida informam que há diversos desabrigados em Criciúma e, nem uma vírgula sobre esse despautério. Tudo bem, entendemos que com o prazo apertado para o fechamento da edição até os maiores gênios se atrapalham.

Então surge uma reportagem - mais ao caráter de anúncio publicitário - sobre a renovação da frota dos ônibus usados para o transporte coletivo, público jamais. Me chamou a atenção a ausência de imagens do túnel do terminal central alagado e dos usuários alagados até os joelhos em lodo, urina e sabe-se lá mais o quê, no momento em que falou-se da necessidade de reformas para acomodar os novos bólidos. Lógico, as reformas são para acomodar os veículos e não a carga.

Eis que novamente fala-se em inundações no centro de Criciúma e, surpresa, aparece a rua de trás da rodoviária - sim, é uma rua que pode ter o nome que quiserem dar, sempre será a rua de trás da rodoviária -, coisa rara. Onde estão os desabrigados que não vão receber as doações que não chegarão ao Rio de Janeiro? Cadê os carrinhos botes, todos flutuando, ali na Henrique Lage? Onde estão nossos cidadãos das áreas de risco? 

Ah, apareceu também uma outra rua parcialmente alagada, com alguns carros trafegando, uma área muitíssimo carente de nossa cidade, ali na comunidade Pio Corrêa.

E agora fique com imagens ao vivo de Joinville?!

Acho que é melhor ligar para alguma rádio para expor os problemas da cid...

Tiago Tavares.

janeiro 18, 2011

Deixa assim, ninguém vai notar…

Aê seu Putz, dá uma conferida na coluna do Ney Lopes hoje. Os caras largaram 'Massachusters'. Massachussets que é bom, nada...

ATribuna-Ney

janeiro 17, 2011

Coisa d’outro mundo

Planeta Atlântida veste Tigre

Jornal do Almoço de hoje. Cacau mostra platéia do Planeta e a camisa do Tigre está lá. É impressionante a personalidade da camisa. É inconfundível. Destaca-se em qualquer ambiente e não é preciso nenhum esforço para saber que é a nossa.

Estréias. Catarinense 2011 vs 2010

Tigre-concordia

Na primeira partida do catarinense do ano passado, o Tigre perdeu de 3 a 0 para o JEC e começou o jogo com: Pedro Paulo; Ivo, Rodrigo, Lino e Galego; Wender, Éverton César, Glaydson e Marcelo Moscatelli; Lucca e Ronaldo Capixaba. Roni foi banco e o técnico era Itamar Schulle.

Dois detalhes na estréia de ontem merecem destaque em relação ao ano passado (sem contar que lá perdemos e cá aplicamos 6 x 1): 

a) O time que estreou em 2010 era totalmente diferente ao que terminou o ano anterior (2009). O torcedor ouvia a narração sem saber quem era quem.

b) Do time que iniciou 2010, jogaram ontem o Rodrigo (que saiu e voltou) e Lucca.

Os dois destaques revelam o desastre que foi o início de 2010 para o Tigre. Primeiro, foi comprado um time inteiro novo para jogar o catarinense. Não deu certo. O segundo, decorrente do primeiro, do time comprado ficou ninguém.

Resta, de positivo (ainda fora o placar), é que as coisas parecem ter novo rumo. Ontem pelo menos oito jogadores eram titulares (alguns em alguns jogos) no final do ano passado (série C): Fábio Santana, Rogélio, Diego Felipe, Lincom, Mika, Diego Oliveira, Lucca e Roni.

janeiro 15, 2011

É verão…

lixo-fora-lata

Não é por aí

A propósito do #NobKart, desencavamos a história abaixo…

Kart

Joãozinho Cardoso, apesar da pouca experiência, achou que tinha meios para bater seu chefe. Não sabia ele que Zé Luiz – o chefe – tinha problemas, não sabia ele que estava prestes a bater, de fato, no chefe problemático.

GP Kart Indoor. Grid só de funcionários, tudo “amigo”. O estreante Joãozinho pegou o jeito logo. No meio da prova ele já andava como todo mundo e, quem tinha passado fácil por ele no começo, agora encontrava dificuldades.

Zé Luiz estava volta e meia à frente de João quando seu carro começou a andar menos do que antes. Duas voltas mais e Joãozinho percebeu o que parecia improvável: estava alcançando alguém. Não sabia quem, mas alcançava. A princípio o fato lhe causou estranheza, era uma experiência nova, mas de imediato passou a pisar fundo atrás da fugaz possibilidade de uma ultrapassagem inédita. Já vislumbrava a fama acelerando em sua direção, antevia os comentários incrédulos no day-after. Enquanto pensava isso, tinha chegado perto do mais lento. Aí a adrenalina disparou. Concentrou-se, sempre fixo no carro da frente, e mandou ver.

A pane do Gerente (o chefe) era séria. Tão séria que o pessoal da organização avisou-o via bandeirada que precisava ir pro box (para trocar de carro). Era irreversível. Então, Zé Luiz tirou o pé e aproximou-se da entrada do boxe onde o mecânico já o esperava. Essa aliviada foi o suficiente para que seu perseguidor, adrenalina no limite, tirasse a diferença restante. Quando Zé Luiz desviou da pista principal, onde a velocidade era plena, e entrou na via do boxe, Joãozinho, que estava absolutamente fixo no capacete adiante, achou que o caminho era por ali. Entrou a toda e deparou-se com o outro parado e o mecânico já agachado para atendê-lo. Foi aquele estrafego. Do jeito que vinha ele abalroou a todos. Zé Luiz quase foi jogado fora do seu kart que foi arremessado junto com o mecânico arregalado em direção a uma pilha de pneus. Com isso a pista ficou livre e, do mesmo jeito que entrou, Joãozinho saiu: acelerando tudo. Nem parou.

O condutor perigoso só ficou sabendo depois da corrida que a temperatura ferveu no boxe. O mecânico, que teve uma unha do pé extraída com o impacto, xingava feio a geração passada do João, e Zé Luiz já desistindo da corrida e em solidariedade ao aloprado parceiro, revoltava-se contra os xingamentos do mecânico ferido, gritando (por causa do capacete) de dedo em riste que ele - o mecânico - devia respeito aos clientes. O outro devolveu questionando porque aquele frango perdigão desgovernado não batia na mãe de alguém e Zé Luiz fechou o diálogo amigável resmungando que quem não batia bem era ele.

Um cortiço.

janeiro 14, 2011

Caixa d’água da Opepa

E ai Seu Putz,

Viu que a nossa queridinha* está ficando uma belezura?

Abraços, THA

Caixa-dagua-Giassi-2

(*) Caixa d’água que pertencia ao antigo curtume Dal-Bó, mantida conforme promessa de Zefiro Giassi.

janeiro 13, 2011

Oferta procura

cifrao2

Sobre o post "Stop e volta: dá pra repetir?", Geraldo Comentou assim:

Que nada!!! Ela tava se referindo aos "computadores de mão" da ASTC para controle do rotativo. Na realidade é o seguinte: a velha história da oferta x procura!!! A oferta de emprego está boa e as pessoas estão escolhendo as melhores vagas. No caso da ASTC, o cidadão(ã)terá que ficar 6h de plantão direto ouvindo um monte de "M" dos usuários destas vagas, debaixo de sol e chuva, para ganhar "600pila". Agora é a vez do mais fraco!!!! Tem que escolher as melhores oportunidades uma vez que tem um monte de empresários aí querendo pagar uma migalha e ficam por ai (se)aparecendo dia após dia nas colunas sociais...
Ah, já ia esquecendo, tem uns que compram 10 brinquedos de R$1,99 nas lojas do ramo e pagam mais de R$ 1000,00 todo final de ano pros colunistas (puxa-saco e mercenários) para colocarem a fotos deles lá na suas colunas.

Aquele que doa de coração não precisa aparecer!!!!

janeiro 12, 2011

Dose dupla

Mr Putz,

Sou um paladino do bom português. Segue mais uma pérola do "arroz de festa". É do JM. Vide abaixo quanta falta faz um revisor numa redação e a prova visível também que canudo não garante qualidade. Um “bom censo” quem faz é o IBGE e “sobre seus olhos” que fica é sobrancelha.

PS: Vai aí o pint.-crêem da página 23 do JM de hoje (12). Favor colocar como "Anônimo" porque esses caras não costumam aceitar críticas pacificamente. Vão querer me crucificar.

Abs.

JM--sob-bom-censo

Circulação em Criciúma, o colapso se aproxima

Salvaro-pose-padre-marcelo

Como fala bem nosso prefeito. Lindas palavras. Essa pose de padre Marcelo ajuda muito. Parece um profeta. O dizer dele (acima) é apeucalipto. De coração, muito bom, falou tudo. O problema é que nós somos meio tapados e temos dificuldades pra entender as coisas. Na frase, por exemplo, entendemos quase tudo. A parte das inaugurações ficou muito clara, já a parte do “planejamos o futuro”… Deu vontade de ir lá perguntar pro prefeito ao vivo, mas desistimos. Não, porque, sabe como é, deu medo. E se a gente leva uma bolacha? Dizem que o homem é meio tronculento com gente travada. Tronculento não, brusco (pra não dizer outra coisa). De qualquer forma, nossa dúvida tem a ver com uma questão nerválgica: o trânsito. As expectativas mais otimistas dizem que uma cidade como Criciúma, com esse nível de crescimento (do número de carros)  estará totalmente travada em dez anos. O trânsito simplesmente não fluirá. Os pessimistas dizem que em seis anos teremos problemas de circulação. Seis aninhos. Exatamente, olha só a coincidência, quando nosso beato prefeito estará terminando seu segundo mandato (segundo – segundo otimistas e pessimistas, exceto Boeira e Romanna). Sabemos que essa assombração visão de futuro eleva a pressão  sobre o prefeito, obras são necessárias para evitar a trava total. É nessa projeção horrorosa do que nos espera, que se encaixaria a pergunta que não faremos: “Senhor prefeito, além de recapear as principais artérias, o que mais o senhor está planejando para evitar o colapso?”

Evidente que não vamos perguntar, só porque a gente não vê não quer dizer que ele não esteja planejando.

janeiro 11, 2011

A natureza do urubu

Ronaldinho-e-Patricia-amorim

Patrícia Amorim ontem à noite: “A nação flamenguista está orgulhosa pela conquista. Nós conseguimos. O torcedor hoje pode bater no peito e gritar: Ronaldinho Gaúcho é nosso!”

Tá, dona Patrícia, que conquista é essa? Conquistou o que? Orgulho de que? Ninguém mais quis. Todo mundo desistiu. Conquistou os despojos, o esbulho, o resto. “Não é pelo que joga, mas pelo que representa.” Tomara que Ronaldinho seja tão bom ator como é baladeiro. Por um milhão e trezentos por mês dava pra contratar todo o time masculino da novela das oito. Também não jogam, mas pelo menos são bonitos.

Stop e volta: dá pra repetir?

Controle-remoto-Joice

Joice Quadros falando na rádio: “É sério o problema da falta de mão-de-obra qualificada em Criciúma. Só pra vocês terem idéia, empresa precisava de alguém para operar uma máquina importada. Era uma máquina que trabalhava por controle-remoto. Vejam bem, não se exigia que o operador entendesse da máquina, apenas que entendesse do controle-remoto. Pois, pasmem… Não encontrou alguém com o perfil em Criciúma.”

Pode parar! Pára tudo! Perdemos alguma coisa. TODO homem entende de controle-remoto. Se há uma coisa que homem adora é controle-remoto. Adora e sabe usar. Homem não é homem sem controle-remoto. Homem, salvo caso extremo, gosta mais de controle-remoto que da mulher do carro. Qualquer criança alpha saber usar controle-remoto, está no seu DNPM. Pesquisas revelam que ao ser perguntado o que mais gosta na cama, 98% dos homens responderam controle-remoto (na pesquisa dirigida “usa controle-remoto na cama” deu 100%).

Diante disso, a Joice não disse, mas já deduzimos o entrave: a empresa era do ramo de vestuário e a máquina era de costura (na melhor das hipóteses, na pior, de lavar).

janeiro 10, 2011

Terra de gigantes

Cada livrão…

JM-feira-livro

Seus problemas acabaram

Ronaldo-gordo-magro

O Putz recebeu um e-mail (recebe sempre) que promete resolver para sempre problemas de peso*. Aquele, que nunca dá certo. Só que, ao que parece, esse veio adaptado. Confira.

FUI VÍTIMA DE UMA SUBSTÂNCIA MÁGICA

Desde sempre vivenciei problemas com peso, o efeito sanfona me deixava virado numa gaita. Então fiquei sabendo desse produto, o PesoFácil (da Neo-Coverquímica) e confesso que não me animei muito, já que com os outros… foram tantas decepções.

Primeira Semana:
Fiz o pedido do produto na página do PesoFácil, combinado com um crédito consignado (a página já tem link pro banco – o dinheiro vai direto pro PesoFácil). O produto nem tinha chegado em eu já estava levando tomando. Demorou muito pra chegar, eu já tinha pago e entrei em depressão, Resultado, perdi quatro quilos. Depois que recebi continuei tomando diariamente.

Segunda Semana:
Com 4 quilos a menos e a depressão, que há muito não sabia o que era ter, comecei a fazer caminhadas em círculo e mais três quilos foram embora.

Terceira Semana:
Na terceira semana, sem melhorar (da depressão), consegui perder mais dois quilos. Minhas banhas se foram numa sangria desatada. Já estava achando o Ronaldo Fenômeno era a Olívia Palito.

Quarta Semana:
Na quarta semana me sentia outro. Na verdade eu não sabia mais quem eu era. Nem meu espelho led 50” ajudava no reconhecimento. Comecei a usar roupas que nem pensava que usaria. Minha mulher fica louca (ela detesta que eu use o que é dela). Perdi mais dois quilos. Ao todo foram 11 quilos perdidos, meu médico quase não acreditou quando me viu. Me internou no Rio Maina.

Hoje como manutenção faço terapia de grupo (eu de paciente e um grupo de psiquiatras). Não vejo a hora de engordar novamente. Essa vida de varapau não é pra mim. De tudo que aconteceu, acho que o melhor efeito foi o a maneira diferente como as pessoas passaram a me olhar na rua. Já tentaram me internar várias vezes.  Não sei explicar, acho que só quem sofre com problemas de peso pode entender o que é se sentir só osso, se olhar no espelho e gostar do que está vendo… Rio Maina.

(*) Descobrimos o original (relato de Juliana Diniz) aqui.

janeiro 09, 2011

Dúvida nas alturas

engeplus-propria-altura

Putz,

“Duas pessoas morreram após caírem da própria altura e baterem a cabeça. Um caso foi por mal súbito e outro por ingestão de bebida alcoólica.”

Tá!!!!!! Que é essa "própria altura"? Caíram de onde e foram parar onde??? Coitada da cabeça, não deve ter sobrado nada.

Atenciosamente

Anônimo-Mocréio

Atenciosamente,

peéssi: Abraços amigo. #NobKart vem aí. Ou seria #Nok (Nerds on Kart)?

Tem futuro esses mininos

Sub-18-tem-futuro

Corinthians massacra na Copa São Paulo.

janeiro 08, 2011

Sumiram alguns comentários*

Leitores reclamam que seus comentários não foram publicados (têm aparecido erros de revisão também). Pois é, foi só trazer uma estagiária para cuidar disso e os problemas dispararam. Mócra começou ontem e os rolos também. Entretanto, considerando as demais qualidades da moça, descartamos sequer discutir demissão, mas aplicamos um castigo (de quinze em quinze minutos ela deve ficar de pé na porta de vidro, de vestido leve, contra o sol, mais duas horas organizando arquivos). Entretanto dois, fica combinado que todos os erros que aparecer em PutzGraça serão de responsabilidade exclusiva da Mócra, afinal assumir culpas foi uma das principais razões de sua contratação.
.
(*) Post antigo - reproduzido por necessidade.
.

janeiro 07, 2011

Ronaldinho Baladucho no Tigre?

Ronaldinho-baladucho-camisa

Bomba! Bomba! Angeloni faz proposta milionária por Ronaldinho BaladaGaúcho. Ofereceu as Lojas de Floripa e Blumenau para ele jogar uma semana no catarinão. Assis disse que vai pensar, mas adiantou que é complicado. Ele só consegue raciocinar em euros, em reais só em último caso e em mercados nunca, muito menos nos super.

Nova Veneza, pedaço da Europa aqui perto

A gente acha isso. Muita gente acha. Tá, nunca fomos na Europa, mas achar é livre. E Nova Veneza sabe aproveitar esse seu lado ancestral - turisticamente falando. As coisas lá são feitas, ou preservados, no sentido de nos  levar a pensar nisso. Veja a foto da Igreja, por exemplo... O hospital São Marcos na colina ao fundo, entre as árvores… A gôndola… O pórtico…

NVeneza-pedaço-europa-aqui-4

NVeneza-pedaço-europa-aqui-5

NVeneza-pedaço-europa-aqui-3

NVeneza-gondola   NVeneza-portico2

Está de parabéns o povo da Nova Veneza. Exemplo para uns e outros que falam em derrubar casarios antigos em nome da especulação imobiliária. Na Veneza não tem isso. Lá tudo é harmônico. Vejam esse prédio de escritórios de sete andares construído na frente da Igreja Matriz de São Marcos. Pura harmonia. Pena que é tão baixo. Parece a reprodução de um edifício medieval dos muitos  que margeiam os originais canais venezianos, no velho mundo. Há que se dar um prêmio para o gênio do prefeito que autorizou construção tão bela. E para o proprietário também, que com sua  bela obra marca  uma contribuição perpétua no patrimônio arquitetônico histórico da cidade. 

NVeneza-pedaço-europa-aqui-1a

NVeneza-pedaço-europa-aqui-6

Questão de interesse

Corrupto-eu

Sobre o post "Imputa ou inimputa?", abaixo, um putznauta assim comentou:

Pode ser que as montadoras estão dando muito dinheiro aos políticos para aprovarem a redução da idade mínima para tirar a CNH.

A maioria dos políticos vota assim: Reduzir a idade penal: "... hum.. deixa eu pensar... quanto eu ganho em $$? NADA!... hum e meus eleitores? Alguns irão ficar contra outros a favor... vai gerar polemica... então melhor deixar quieto.”

Reduzir a idade para tirar CNH: "... A montadora está pagando para nós fazermos o projeto e aprovar alteração na lei... ok... A grande maioria dos eleitores não vão se importar com a medida... Então torna-se conveniente...”

Reduzir a idade penal não resulta em ganhar mais dinheiro. Não há possibilidade de que nossos políticos reduzam a idade penal.

Olhem só isso

 

Juan-serialista 

Olá, uma ajudinha pro blog de vocês,

Preste atenção na nota selecionada no print de tela anexo: "SERIALISTA". Não encontrei em dicionário nenhum. Será que não seria “CEREALISTA", do ramo de cereais. Ai, ai, ai, seu Juan Garcia.

assinado: eu eu 

janeiro 06, 2011

Ideli, a pescadora sem vara

Ideli-da-pesca
Escuta só essa Seu Putz:

Hoje (ontem), numa entrevista à Rádio CBN de Florianópolis, a ministra da pesca Ideli Salvatti mostrou o quanto “entende de pesca”.

Disse o seguinte:

-- “Vamos verificar o enorme potencial produtivo pesqueiro que temos com os reservatórios das hidrelétricas, nas quais poderíamos produzir muitas espécies marítimas”…

hahahahahahahahahahahaha

Homem do Oeste

Uma noite de cão*

Vectra

Dirigir é trabalho às vezes e prazer quase sempre; dirigir dá trabalho mesmo se faz por prazer; o dirigir pode ser prazer mesmo quando se está trabalhando.

E então? Trabalho ou prazer?

A discussão é meramente acadêmica. As definições se confundem na mesma medida da promiscuidade do ato. Todo mundo faz, a todo momento, em qualquer lugar. Ademais, mesmo quem gosta se esquece, durante, que aquilo é um instrumento de prazer. Mas, amiúde, a direção pode nos causar estresse também. Enfrentar a crescente proliferação de motoboys, frequentemente alheios as mais elementares regras de trânsito, irrita agora da mesma forma que galinhas e cachorros atrapalhavam antes. O detalhe é que estes são ditos criaturas inferiores face a ausência de imaginação, aparentemente a mesma virtude (imaginação) que aqueles têm de sobra para incomodar.

Cachorro e trânsito. Dupla que patrocinou a desconfortável situação na qual Zeb embarcou quando viajava para Araranguá, numa noite de sábado.

Entre o trevo do Sangão e a 101, o cachorro aguardava na beira da pista. Zeb foi se aproximando em velocidade e quando estava a uns cem metros os olhos do bicho brilharam no reflexo dos faróis. Nesse momento, enquanto seus olhares se cruzavam, uma possibilidade preocupante assaltou Zeb: “Quer ver que esse animal vai atravessar bem na minha frente?” pensou, torcendo para estar enganado.

Não estava. O cachorro, com toda sua inferioridade e carência de imaginação intuiu que dava. Zeb só teve tempo de firmar as mãos no volante para controlar o impacto que veio acompanhado de um forte estouro. O Vectra 2001, lindo, adquirido há apenas dois meses, deu uma balançada feia mas aprumou-se rápido. O motorista nem tanto, mas não parou. Assustado, enquanto fazia uma avaliação instintiva das condições reinantes, Zeb achou que pelo barulho tinha atropelado um terneiro. Mesmo assim ele entendeu que podia continuar. O carro aparentava estar bem e, afinal, havia um baile a sua espera.

Em Araranguá, em frente ao clube, muita gente, a noite começou a melhorar. Todo mundo olhava em sua direção. Era o Vectra, pensou enquanto rodava devagarinho, com o braço para fora da janela, à caça de uma vaga para estacionar. Estava fazendo sucesso. Manobrou lá na frente, voltou e confirmou: a temperatura estava aumentando… a do Vectra.

Quase fervendo. Só faltava aquilo. Zeb encostou, bem de frente para o povo e, com gestos estudados de quem sabe que está sendo observado, desceu, acendeu um cigarro e disfarçadamente caminhou para a frente do carro com o intuito de checar o motivo da fervura. Não acreditou no que viu: o cachorrão estava ali. Espetado na grade do Vectra, todo ensanguentado e olhando fixo para ele. Mortinho da silva.

Tanto a pose quanto a animação do criciumense desceram abaixo de zero na hora.

Trânsito irracional. O raro prazer de dirigir atropelado, mais uma vez, pelo veículo descontrolado do acaso. Noite de cão. Acidente de percurso com vítimas: animal, carro e balada.

 

(*) Reprodução da pedido.

janeiro 05, 2011

São Pedro Coutinho

tempo-quente

Hoje de manhã:

“O tempo segue bom na região, muito abafado, passando dos 30 graus, com forte possibilidade de trovoadas e chuva forte.”

Cadê o bom disso?

Desmisturando comercial de jornalístico/esportivo na RBS

Sobre a postagem “Assalto nesta empresa”, abaixo, José Catarino Rocha (Zeca Pedra) comentou disse...

Ô Putz,

Daqui a pouco (na RBS) vai ser assim:

- a notícia Fernandinho está fora dos planos do Tigre, será narrada:

Angeloni

Segundo este homem, presidente do Criciúma, Fernandinho não interessa mais ao Tigre.

***

E para a notícia de que seu Zefiro Giassi foi homenageado, teremos a seguinte narração:

Zefiro Giassi-cidadao-benem Este homem, que inaugurou um megamercado recentemente, foi homenageado com o título de cidadão benemérito criciumense.

janeiro 04, 2011

Motoca no Chevette

A notícia abaixo saiu no Jornal do Almoço da RBS Criciúma. É uma notícia relevante (pra sair na TV tem que ser importante), mas a RBS tem aquele tique nervoso de esconder algum detalhe (tipo nome de empresa ou qualquer outra identificação) pra não misturar jornalístico com comercial. Estamos convencidos que é o caso aí.

É importante ou não é? Não conseguimos descobrir o porquê, mas deve ser. Alguma coisa levou a RBS a divulgar acidente tão misterioso. Que detalhe teria sido omitido na matéria?

a) o Chevette é acervo histórico da Imbralit, Giassi ou Angeloni

b) o motoqueiro estava a serviço da Criciúma Construções

c) o motoqueiro é campeão nacional de karatê e o pulso dele está segurado em 1 milhão de dólares

d) a testemunha é empresário famoso do ramo de motéis e pediu para não ser identificado

e) a cena fazia parte do Tropa de Elite III

A dinastia Ling

dinastia-dragao

Vem aí a dinastia Ling. Warm Ling. Pelas notícias, podemos ter reeditado na região o velho sistema dinástico chinês. Não seria inédito porque no longínquo Rio de Janeiro houve um princípio de implantação da dinastia Tinho (Garo Tinho), que começou com o marido Anthony que passou para a mulher Rosa, mas não evoluiu porque eles foram depostos por se envolver em pequenos deslizes não condizentes com a boa prática dinástica (corrupção).

No Império de Belun, a família Ling reina hoje com seu grande líder máximo Guinga Warm no poder. Sua principal marca é a fantástica  capacidade de aparecer em toda coluna de todo jornal. Parece um vírus  chinês. Como se prolifera esse Ling. Ele pretende perenizar sua linhagem no Belun através de sua esposa Tusa. Aretusa Warm Ling (deu nas colunas dos jornais). Ela está sendo preparada para assumir o poder quando Guinga Ling sair. Filhos e filhas poderão seguir os passos dos pais e os Ling reinarão no Belun por sécula seculórum, amém.

Putz pê-ésse: esse sistema dinástico tende a se proliferar em outras paragens próximas. Os Frigos da Veneza já ensaiam passar o poder do marido Rogério para a esposa Neni.

janeiro 03, 2011

Da séria “revisão que não unciona”

Séria mesmo.

Oi "seu" Putz!

Pra não perder o hábito ... ó o que achei enquanto me atualizava na página do A Tribuna.

Luciana

atribuna-laranjada

Dom Leonel e sua cara pau-de-lenha

 

JM-Pavan-frase

Faltou dizer: O que fica são as aposentadorias (vitalícias). 

Premio-oleo-de-peroba

Imputa ou inimputa?

Menor-ao-volante

Menor ao volante: Congresso estuda liberar para quem tiver 16. Boa essa do Congresso. Evidentemente, isso não implica acrescentar qualquer responsabilidade para o adolescente. Ele só teria mais direito, deveres são os mesmos (nenhum). Retroagir  imputabilidade penal para os mesmo 16, nem pensar. Dirigir sim, responsabilidade penal não. Se matar bêbado ao volante… medida sócio educativa. Mata mas não paga.

E depois dizem que o Brasil não tem jeito.

janeiro 02, 2011

A crise continua II

Mulher-inteligente

Livre, leve e solta sim. Já para amar, são outros quinhentos, porque alguém me explica o que é amar? E por que dizem pra sempre, se não é verdade? Porque não dizem apenas, eu gosto de você hoje, amanhã eu já não sei, porque é assim que funciona.
Sabe como foi o fim? Em resumo, eu chego em casa e o Ninja tinha pego sua espada, seu quimono e o meu notebook e foi embora...
Legal né? Assim, sem brigas, sem nada...

Não, eu não me tornei a pessoa mais sentimental do mundo. Também nesse tempo não derramei uma lágrima (algumas pessoas me chamam de insensível, e talvez eu seja mesmo). Só acho que não valeu a pena o que fiz; porque ficar chorando agora né?
Não fico me perguntando o que fiz de errado, porque eu sei que fiz muitas coisas, assim como ele também. Só não vou dar uma de santa agora né. Nesses momentos, vemos que os dois cometeram erros. O meu maior erro foi ter casado, haha… Mas isso não vem ao caso agora. A questão é quem não suportou quem e também quem teve coragem de acabar com tudo. Nisso, ele levou vantagem por ter tido mais coragem que eu, em ter feito o que eu deveria ter feito há tempos. O sentimento de abandono, o arrependimento, foi o que sobrou pra mim, pois não lucrei nada com esse casamento, além de uns 20 quilos amais... Será que foi por isso que ele foi embora? haha… Tô só zuando, mas talvez tenha sido por isso mesmo.

Feliz 2011... E agora a separada aqui não vai mais desaparecer.

janeiro 01, 2011

A crise continua

Mulher em crise

Caros amigos do Putz,

Lembram da Namorada em Crise? Ou será que já se esqueceram daquela maluca?

Era Namorada em Crise, depois ela se tornou a Esposa em Crise... e agora, o que vocês acham da Separada em Crise? Pode parecer brincadeira, ate piada ou uma novela mexicana, mais é isso mesmo. Sabe o Ninja (meu namorado, depois marido)? Não prestava. Sabe minha mãe? Tava certíssima. Nessa historia, mais um ditado se comprovou: quando mãe fala, acontece.

Quando tiver mais tempo, eu conto a historia pra vocês nos mínimos detalhes.

Por enquanto é só.

Beijooss e saudade de vocês

Ass.: Crise de identidade

O PODER DA MENTIRA – a lua é virgem

 

A mentira do século – O homem não foi à Lua

A maior farsa do século - a conquista da lua - acaba de ser desmascarada. A notícia que estarrece o mundo dá conta que toda a viagem, que culminou com o pouso de Neil Armstrong em solo lunar, em junho de 69, não aconteceu. Tudo foi produto da mais incrível e fantástica montagem arquitetada pela CIA americana que, para efetivar o implante da fantasia em boa parte do mundo civilizado, contou com uma ferramenta, emergente na época, que mostrou um poder de penetração e convencimento sem precedentes: a Televisão.

 

O fim começou pela Internet

A trama começou a ser desmontada a partir de "inocente" conversa trocada na Internet, em outubro de 98, entre dois usuários que entre códigos e gírias desconhecidas, chamaram a atenção de Travel D. Scover, uma alta patente do FBI na década de 60.

Scover, hoje aposentado, serviu na CIA de 66 a 68 quando foi afastado (retomando ao FBI) sob uma alegação que provocou sua estranheza e contrariedade. Nesse período, ele estava designado para um grupo de trabalho que mapeava todos os veículos de comunicação de massa do mundo capitalista, catalogando dados como tendência ideológica, abrangência de atuação e, principalmente, situação econômico-financeira das empresas e seus proprietários.

Em agosto de 68, TraveI D. Scover soube por acaso, nos corredores da CIA, que sua missão fazia parte de um projeto maior, altamente sigiloso, que envolvia a missão Apolo. Isso chamou sua atenção e ele começou a investigar por conta própria, descobrindo que existia outras equipes vinculadas ao mesmo projeto. Uma delas era encarregada de monitorar passos de todos os funcionários e executivos da Nasa; uma outra estaria operando anexo à Casa Branca e acompanhava as diversas conexões de todos os envolvidos, diretamente ou não, com o projeto ApoIo (fornecedores da Nasa, por exemplo); um terceiro grupo controlava (legal ou ilegalmente) todas as mensagens trocadas entre todos os possíveis integrantes da missão.

Antes que Scover tivesse noção exata do que estava acontecendo, foi convidado para um teste de aptidão, uma espécie de psicotécnico, que denunciou sua incapacidade para continuar participando da equipe. Ele não obteve evidências de que sua demissão estaria relacionada com as perguntas que estava fazendo.

A resposta a esse questionamento que lhe incomodou por trinta anos começou a ser desvendada quando Scover "assistia" ao chat na Web. Os dois internautas, de nicks Moon e Virgin, se diziam estar falando do Alaska, um, e da Indonésia, outro. Eles conversavam sobre suas experiências profissionais - pareciam também aposentados - usando vários termos e expressões que pareceram familiares a Scover. Ele gravou e imprimiu a conversa e analisando-a depois por repetidas leituras, percebeu que as palavras lhe vinham à lembrança por terem sido usadas no período que estivera na CIA. Aquilo lhe atiçou a curiosidade. Ainda mais quando Virgin comentou num certo ponto: "Foi uma mentira que não há como desfazer. Se um de nós fosse a público contar o que houve, iriam nos tachar de loucos".

Em setembro do ano passado, TraveI D. Scover procurou um jornalista, seu amigo, do Washington Times, chamado Seek Redford e contou-lhe toda a história. Seek propôs-lhe investigá-la com a ajuda de seu colega e companheiro - ele é gay assumido - Boris Chapelino, um sul-americano de 45 anos, há vinte e um operando nos Estados Unidos e com várias missões como correspondente de guerra no Oriente Médio e na Ásia.

 

Sob os reflexos de Watergate

Redford e Chapelino não perderam tempo. Estabeleceram como prioridade focalizar pelo menos um dos internautas e coube ao sul-americano, que estivera na Indonésia cobrindo a queda de Suharto, a incumbência de procurar Moon. Redford, 42, já com uma experiência de 9 anos como articulista político do Washington Times voou para o Alaska determinado a achar Virgin.

Finalmente, após uma longa e frenética, negociação envolvendo a Casa Branca, o Departamento de Estado, a CIA e o próprio Washington Times, onde não faltou evocação da primeira emenda da constituição americana, a bomba foi detonada.

A corrida espacial estava sendo um divisor de águas na guerra fria Capitalismo versus Socialismo. A geopolítica orientava para a necessidade de ações cada vez mais efetivas e ousadas para a consolidação da supremacia de cada lado. O mundo tendia a ser loteado de acordo com os atrativos que as partes pudessem usar para agregar aliados. Argumentos periféricos que a habilidade política - e militar - das superpotências precisavam para atrair aliados eram desenvolvidos até as últimas conseqüências. A URSS, com sua propaganda ortodoxa mas eficaz, alardeava recordes após recordes na produção agrícola; os americanos eram insuperáveis na oferta de bens de consumo. Eram itens que se equivaliam na "hierarquia" do status dos sistemas, status esse que era prato indispensável para alimentar a opinião pública e mantê-la tranqüila, feliz e satisfeita. Os EUA ganhavam a guerra fria pela dianteira que ocupavam no volume de armas nucleares estocadas. Saboreavam essa liderança armamentista, que por extensão lhe legitimava ações militares intervencionistas mundo afora, até que, em abril de 1961, os soviéticos mandaram Yuri Gagarin para o espaço.

Todo sistema democrático capitalista ocidental sentiu-se ameaçado. O efeito propagandístico da ousada aventura, explorado magistralmente pelos soviéticos, foi devastador. Uma mudança de rota no programa espacial americano se fazia urgente. O primeiro indício do impacto que a bomba comunista provocou na arrogância superior ianque se fez anunciar pela famosa frase de John F. Kennedy no ano de 62: "We choose to go to the moon", mostrou com clareza que ganhar a corrida espacial tinha significado que ia além do simples desenvolvimento científico.

Com a morte de Kennedy, "curiosamente" (o grifo é de Redford e Chapelino), o programa foi acelerado. Entretanto, em fins de 64, a Nasa entregou um volumoso relatório à CIA onde fornecia elementos irrefutáveis que comprovavam a impossibilidade de um pouso lunar tripulado em prazo menor de quinze anos. Menos de um mês depois, ainda em 1964, estava criado oficialmente o projeto Apolo.

A montagem do sonho americano

A decisão de fraudar a realidade foi tomada em junho de 1965 numa única e tumultuada reunião que durou dezoito horas. Conduzi da pelo General Edgar V.Z. O'Naire, o truculento e folclórico diretor-geral da CIA, que, orientado pelo Departamento de Estado da Casa Branca, apresentou uma proposta concreta: "Senhores, temos nas nossas mãos a oportunidade histórica de moldar a realidade."

Foram sete meses de estudos e articulações para montar um plano que demonstrasse a viabilidade do projeto: plantar na consciência geral a idéia da conquista da lua. Todo o plano seria centrado num componente essencial: a Imprensa. Em seu longo discurso introdutório, O'Naire apresentou precedentes importantes da manipulação da consciência coletiva. Um programa de rádio conduzido por Orson Welles, em 1955, onde uma ficciosa invasão de alienígenas provocou o êxodo de hordas populacionais em pânico por todo o território americano; o caso da ITT (companhia telefônica americana), que após ser condenada pelo envolvimento na morte de um presidente sul-americano teve seu conceito diante da opinião pública rebaixando ao mínimo e, após uma campanha bem coordenada em jornais rádio e TV conseguiu reverter o quadro, gastando pouco mais de 6 milhões de dólares. Sem deixar de ser a mesma empresa safada, a ITT passou a ser vista por mais da metade da população como uma santa; a Nestlé alterou o hábito de amamentar das mães de várias partes do mundo. Fez propaganda de um leite que teria as mesmas propriedades do leite materno, e, como conseqüência, nos países alvos da Nestlé onde 90% das mães amamentavam seus bebes até os seis meses, após a campanha, a proporção caiu para 15%.

O'Naire mostrou esses exemplos e em seguida passou para os presentes que a empreitada contaria com um aliado cuja evolução elevaria as probabilidades de êxito para perto de l00%: a Televisão. Para o homem forte da CIA, a força fulgurante da TV em processo de franca ascendência era um componente que os casos levantados não puderam usar em toda a sua plenitude.

Um último argumento, poderoso e inquestionável, condicionou a seqüência dos trabalhos:

a supremacia espacial soviética provocaria um desequilíbrio geopolítico que traria sérios danos para a estabilidade do sistema capitalista e, por extensão, para a paz mundial. Só o envio do homem a lua poderia alterar o quadro.

Coube ao diretor-geral da Nasa, Buss Shuttle, demonstrar tecnicamente porém de forma genérica como executar a idéia. A agência detinha know-how para viagens tripuladas em órbita terrestre e seriam programadas cerca de quinze viagens ao espaço das naves Apolo até meados de 1969. Isso, devidamente divulgado, sedimentaria paulatina e progressivamente a convicção do inevitável pouso lunar. Em três anos, disse Shuttle, a Nasa elaboraria uma variação inestimável de testes e simulações que produziria o estoque necessário de imagens verossímeis, suficientes para alimentar a comunidade de comunicação.

Presente a esse encontro histórico, estava um homem que foi peça chave na montagem do esquema. Ligado ao Departamento de Estado, Neil S. Pyper tinha a incumbência sustentar - e supervisionar - os meios de comunicação com as notícias que o governo precisava divulgar.

Jovem, 35 anos, Pyper foi convincente em sua argumentação. Disse que, antes da TV era difícil mas era possível mas que, com o advento do novo canal, não só era possível como infalível.

O método a ser usado não tinha nada de revolucionário. Sistematizar a divulgação com mecanismos de seleção e combinação. No primeiro, ensinou, as notícias deveriam ser compostas de elementos simbólicos que destacassem a importância do fato que se quer transmitir. O mecanismo da combinação, disse Pyper, era o mais importante. As notícias que envolveriam o projeto Apolo seriam veiculadas próximas a outras que enaltecessem o "american way of life" e, alternativamente, anexas a notícias que denunciem injustiças, prepotência ou defeitos do modelo soviético. Pyper se fez entender de forma mais direta: "A maioria absoluta das pessoas está numa atitude de que o que vai ser dito é verdade, é a realidade. Se tivermos competência para explorarmos isso teremos ganho a corrida à lua."

 

Eliminado obstáculos

O sistema americano já demostrou com objetividade que é capaz de atos extremos para que a sua condição dominante não sofra estremecimentos em sua estrutura. Removeu pelo menos dois presidentes por vias criminosas. O projeto Apolo se viu constrangido em uma única oportunidade. Em 1968 o senador Robert Kennedy teve acesso a um dossiê que lhe chegou às mãos de forme obscura. Revoltado, ele procurou Edgar V.Z. O'Naire, o diretor da CIA, que o colocou a par de todo o projeto. Bob Kennedy enfureceu-se ainda mais, argumentou que o uso de subterfúgios com tais extremos de corrupção e falsidade denunciavam o grau de podridão, decadência e instabilidade do sistema democrático que tanto defendia. Deu um prazo para que o plano fosse abortado, findo qual viria a público contar a verdade caso não fosse atendido.

Robert Kennedy foi assassinado antes de esgotado o prazo que concedera.

 

A Lua é do namorados

A execução e resultado do projeto Apolo é conhecida. Cem por cento de êxito. O trabalho de Seek Redford e Boris Chapelino tem efeito meramente histórico. Todas· as pessoas envolvidas diretamente na armação do projeto estão fora de atividade, muitas delas falecidas. Os dois jornalistas, que detalharão "O Poder da Mentira" em um livro cujo projeto editorial lhes renderá a astronômica quantia de 50 milhões de dólares, adiantam uma descoberta curiosa: o projeto Apolo, ou conquista da lua, não possui um único verbete esclarecedor nas tradicionais enciclopédias Barsa e Brytanica e, mais estranho, é totalmente ignorado e omitido na Internet.

Quem fazia muito isso era justamente o Socialismo, porém com uma variação sutil:

negava o fato efetivamente ocorrido pelo prosaico artificio de apagá-lo dos livros de história.

 

"Introdução final"

A disposição deste item como Conclusão tem um fim justificável. É sabido que, via de regra e como o próprio termo indica, Introdução é na frente do corpo do trabalho, do seu desenvolvimento. Optar por fazer a Introdução atrás deve-se ao caráter específico deste trabalho, uma obra de ficção que teria seu "encanto" quebrado se fosse previamente esmiuçado.

A decisão de escrever sobre a conquista da lua foi tomada no primeiro dia de aula de Ciência Política. "Tem gente que acha que o homem não foi à lua", disse o professor Maneca a propósito dos diferentes níveis de informação que os diferentes grupamentos sociais tem acesso. A idéia evoluiu no decorrer do semestre e do currículo e, com o surgimento do tema "Aparelhos Ideológicos do Estado" as coisas se juntaram.

Tanto os nomes (a maioria) como as situações aqui descritas são artificiais. Porém, com um exercício não muito puxado de imaginação, é possível admitir o seguinte: um país que urde a fantástica trama de matar seu presidente (Kennedy) em público, através de uma operação inegavelmente bem planejada; que apesar de todos os indícios que denunciam um complô, apresenta e faz valer a prosaica versão do ex- marinheiro (Lee Oswald) que agiu por conta própria e foi morto em seguida; esse país é capaz de muito mais.

Falar em "aparelho ideológico" atualmente implica forçosamente abordar o elemento Comunicação e, falando em comunicação, é preciso enfocar a Televisão. Pois a TV é o instrumento essencial que poderia dar uma conotação verossímil à história aqui contada, só que, para isso, é preciso imaginar o aparelho na década de 60 com o formato poderoso e cativante que ele apresenta hoje. Imaginar que nos anos sessenta a TV fosse, lá, o meio de comunicação mais poderoso inventado pelo homem, capaz de mascarar a realidade e alterar hábitos como cá.

Conforme o veículo que a mostra, a verdade pode ser convenientemente mutável. A Televisão apenas tornou isso mais fácil. Abraham Lincoln disse que é impossível enganar a todos o tempo todo, porém, também isso não é uma verdade absoluta. Uma mentira que perdure por um período suficiente para que todas as pessoas que foram objeto dela pereçam terá provado a inconsistência desta regra. A própria trama ficciosa do plano que culminou com a supressão de Kennedy resiste até hoje; e, muita gente morreu crendo que a lua fora deflorada. Pode-se desconfiar, pode-se contestar, pode-se duvidar, mas a "verdade" oficial é a que consta nos registros para a posteridade.

Também o socialismo soviético enganou várias gerações até sucumbir por completo vitimado pelos seus próprios erros. Aliás, a manutenção e sobrevida de um modelo com o perfil do soviético é suficiente para que toda e qualquer iniciativa manipuladora da consciência do ente humano seja encarada como plausível. O proletariado travestido de ditadura, indivíduos ganhando bem sem ter onde gastar, o sistema ancorado num monumental e eficiente sistema de "condução da realidade", transformando o mundo em uma quadra de dois lados fazendo com que o planeta se arme numa corrida atômica paranóica e absurda que atinge a estúpida proeza de criar meios para o homem se destruir várias vezes...

Um confronto dessas proporções facilita assimilar qualquer proposição absurda. Se um lado da quadra, na tentativa de rebater a idéia do outro lado é capaz de golpes aberrantes como a produção de artefatos que o auto-extingam, porque não permitir-se passivos e mortais exercícios de imaginação, partindo de um princípio de que o homem é capaz de tudo, que o homem é mau e pernóstico (vide Hobbes ), e apenas pensar na possibilidade de que quando o sistema quer o sistema faz?

Talvez o mérito maior do socialismo tenha sido o de estimular o ocidente a se superar para demonstrar supremacia. O socialismo aterrorizava os burgueses, apontava Chevallier, e, durante toda a sua existência, mobilizou as forças capitalistas, nas mais diversas áreas, a investir maciçamente pra que o mundo não tivesse dúvidas sobre qual modelo era mais eficiente.

Isso ocorreu na educação, na saúde, na produção de bens de consumo, produção de armamento bélico e na corrida espacial.

A ocorrência da menor vantagem socialista em apenas um desse setores tirava por completo o sono de todo e qualquer capitalista burguês, por mais bem intencionado e apolítico que fosse. A democracia perfeita, de Tocqueville - a América, transmuda para a geopolítica os mesmo vícios radicais perpetrados em seus aparelhos econômicos, cujo perfil enseja não apenas o crescimento próprio, e sim, o crescimento próprio combinado com a asfixia do opositor.

Enfim, a questão que se apresenta não reside no fato de o homem ter ido ou não à lua. O que se apresenta são fatores que, se considerados como inerentes à natureza predadora do ser humano, levam à inevitável certeza de que ele - o homem - teria as ferramentas elementares para decidir implantar em todos os seus semelhantes uma ocorrência que não existiu.

O homem foi à lua? Foi. Há a possibilidade de não ter ido?

Para negar essa afronta basta resolver esta singela equação: mesmo tendo assassinado Kennedy de forma premeditada e organizada; mesmo tendo transformado o crime em um ato idealizado e executado por uma única pessoa (um superman?); mesmo tendo seu terrível inimigo ideológico ameaçando suplanta-lo na corrida espacial; mesmo tendo em mãos um poderoso instrumento (TV), que viabilizasse de forma extremamente eficaz a manipulação da verdade; ainda assim seria uma ingênua idiotice pensar que alguém pudesse conceber uma fantasia como essa da descida falsa na lua...

E a humanidade não é idiota para aceitar ser manipulada assim, não é mesmo?

"Tem gente que não acredita que o homem tenha ido à lua". A frase do professor Maneca leva a uma reflexão séria. Se não acredita é desinformado, não acompanhou a evolução do mundo. Quer dizer, só o mais estúpido dos cegos cometeria o disparate de afirmar que o homem não foi à lua. Não viu televisão? Não sabe que a TV só fala a verdade? Não vê que um feito fantástico como esse jamais poderia ser inventado pela mais perfeita democracia de nosso tempo? O governo americano mentir para... ora, é ridículo. Você não pode se confessar tão ignorante e alienado a ponto de negar a realidade, a ponto e rejeitar a verdade, seja lá por quem ela tenha sido dita.

Então... convenhamos, não há a menor possibilidade daquela nave não ter pousado lá.

Se, por um acaso, alguém tiver uma pontinha de dúvida, guarde para si...

É mais conveniente.

 

 

Bibliografia:

ALTHUSSER, Louis. Aparelhos Ideológicos de Estado. 6a. edição. Rio de Janeiro: Graal, 1992.

ARBEX JR José. Revolução em 3 tempos; URSS, Alemanha, China, São Paulo, Moderna, 1993.

BOBBIO, Norberto. Estado, Governo, Sociedade. Y ed. São Paulo: Paz e Terra, 1990.

CHEVALLIER, Jean-Jacques. 5a. ed. Rio de Janeiro: Agir, 1990.

TRANZILLO, Márcia. A Televisão como difusora dos interesses da classe dominante. Jus Navigandi, Internet, 1999.

  ****************************

Esta é uma obra de ficção. Foi produzida pelo acadêmico de Direito da Unesc-Universidade do Extremo Sul Catarinense, Antonio Carlos Tonhão Borges, como tarefa da disciplina Ciência Política, ministrada pelo professor Manoel Maneca Mendes, no primeiro semestre de 1999.