outubro 14, 2019

Stop e volta: dá pra repetir?


Colunista falando na rádio: “É sério o problema da falta de mão-de-obra qualificada em Criciúma. Só pra vocês terem ideia, empresa precisava de alguém para operar uma máquina importada. Era uma máquina que trabalhava por controle-remoto. Vejam bem, não se exigia que o operador entendesse da máquina, apenas que entendesse do controle-remoto. Pois, pasmem… Não encontrou alguém com o perfil em Criciúma.”

Pode parar! Pára tudo! Perdemos alguma coisa. TODO homem entende de controle-remoto. Se há uma coisa que homem adora é controle-remoto. Adora e sabe usar. Homem não é homem sem controle-remoto. Homem, salvo caso extremo, gosta mais de controle-remoto que da mulher do carro. Qualquer criança alpha saber usar controle-remoto, está no seu DNPM. Pesquisas revelam que ao ser perguntado o que mais gosta na cama, 98% dos homens responderam controle-remoto (na pesquisa dirigida “usa controle-remoto na cama” deu 120%).

Diante disso, a colunista não disse, mas já deduzimos o entrave: a empresa era do ramo de vestuário e a máquina era de costura (na melhor das hipóteses, na pior, de lavar).

outubro 07, 2019

Blogueiro morto-vivo

morto-vivo teclado
Minha mulher me deu um comprimido para alergia e avisou:
- Cuidado que dá sono…

Ela falou mais alguma coisa, mas não escutei. Já tinha desmaiado. Penso que a melhor forma para uma esposa matar o marido deve ser mesmo administrando-lhe um comprimido. A gente toma na buena. A maioria dos maridos sempre toma.

Dormi vinte e quatro horas e acordei mal, totalmente grogue. Não fui caminhar cedo como de hábito. Nem levantei. Nada levantou. Ao meio-dia, meio cambaleante, saí da cama e fui para a mesa. A alergia tinha sumido, assim como minhas forças, minha vontade e meu humor. Almocei e sentei no sofá para ver o Globo Esporte e o Jornal Hoje. Só vi o primeiro – pela metade. Adormeci. O efeito do remédio do capeta parecia interminável. Depois de duas horas, de novo desperto (meia-boca), imaginei que teria que tomar uma atitude. Eu parecei um sonâmbulo, olhava sem ver. O torpor me dominava e eu tinha que fazer alguma coisa. Fui para a rua. Saí para caminhar e fui, caminhando, caminhando e quando passei pela loira… aconteceu.

Ela era uma mistura de Gisele Bündchen com a Patrícia Poeta, se essa fosse loira. Só sei que era linda. Ensaiei um sorriso, passei por ela e… fui escandalosamente ignorado. Nessa augusta e simbólica hora me veio uma apavorante sensação que insiste em me acompanhar: e se eu morri??? E se a loira não me percebeu porque eu já não existo?

Meu Deus!!! Me chegam pensamentos escabrosos que me assustam cada vez mais. Por que eu não li a bula do maldito comprimido? Lembro do meu primo, espírita, que insiste em dizer que a vida do outro lado é tudo igual. Que a gente morre mas continua dormindo, acordando, caminhando… Igual, o cacete!!! Igual como se as loiras não te olham?

E é isso gente. Agora, neste momento, aqui digitando, não sei se estou vivo ou morto. Estou postando isso numa tentativa de provar para mim mesmo que estou vivinho, mas não adianta. Se meu primo está certo tudo o que faço de um lado parece com o do outro e vice-versa. Entenderam?

E não adianta vocês comentarem este post para, eventualmente, me ajudar. Não recomendo. Vou achar que vocês também estão do outro lado. Vai parecer ajuda do além.

Coisa de louco!

setembro 27, 2019

Upgrade vaginal


Caro Putz, minha mulher falou que existe uma operação pra vagina. É uma tal de vaginoplastia. Vocês poderiam dar uma opinião pra gente saber se é uma boa?
Caral$#%&!!! Foi direto pro especialista.

Disse ele, o especialista:

Caro PutzNauta, o mercado vaginológico oferece três opções, todos com prós e contras:

MÉTODO ESQUIMÓ
  • Pró: ele transforma a buc vagina numa espécie de capuz que envolve seu car pênis como se fosse uma cumbuca causando prazer inenarrável.
  • Contra: o capuz só funciona com temperatura intravaginal abaixo de zero.

MÉTODO BRAILLE
  • Pró:  constrói uma calosidade nas paredes da perer vagina que produz um gozo inenarrável.
  • Contra: é abrasivo, com fricção excessiva seu pin pênis pode sair em carne viva.

MÉTODO SANEAMENTO BÁSICO
  • Pró: cria canal auxiliar no interior na chapolopolda vagina com alta capacidade irrigativa alagando seu pau pênis com uma enxurrada de prazer inenarrável.
  • Contra: o método provoca muitas reclamações, não exatamente na penetração. Antes, na operação de construção do canal, são tantos os transtornos que a buc vagina vira área arrasada. Muitos metem a boca.

setembro 09, 2019

Obra-prima

Palavrao
O Putz caminhava graciosamente pelo Pio Correa e presenciou a situação abaixo numa obra perto do Marista.
De cima do andaime o pedreiro trovejou com seu jeito pedreiral de ser:
- Massa, caralho!!!
O servente, no chão, devolveu:
- Por que não pega tu, seu corno.
E o pedreiro arrematou:
- Depressa, viado!!!
Nenhuma preocupação com as lulus locais (mulheres de fino trato) que transitavam por ali.

Diria Max Gehringer:

- Vemos acima um bom exemplo de como deve ser a linguagem corporativa. A mensagem tem que ser clara, objetiva e em termos facilmente compreensíveis para quem a recebe. Eis aí um ótimo modelo de como se relacionar dentro da empresa.

agosto 05, 2019

O perigo mora ao lado


A chamadas da Globo era sobre os perigos da pista molhada. Nas entre-falas se entendia que dirigir no molhado é uma fria. Mais perigoso que no seco. E a reportagem começou assim:

“Um em cada cinco acidentes acontece em pista molhada.”

Legal, né?! Se em cinco acidentes um é na molhada, então os outros quatro são na seca. O pepino é a seca. Dirigir no seco é três vezes mais perigoso que no molhado. Quanto mais encharcado melhor. Ou, menos pior. Foi isso que a Globo disse, foi isso que entendemos.

p.s.: Defendemos essa ideia numa roda de cerveja e fomos muito elogiados pela nossa capacidade interpretativa das notícias televisivas. Dentre os vários elogios, destacamos esse: “Cambada de burro! Tá na cara que não é nada disso. É por isso que esse blog do car#$%&apeta não vai pra frente…”

julho 13, 2019

Virgem aos 40


somsilencio
Confesso que sempre esperei por isso. A vida vai passando, vai passando e tudo acontece ao redor da gente. Será que nunca vou vivenciar isso? Será que minha experiência vai se resumir ao que vejo em filmes? Minha tia, solteirona como eu, dizia “Filha, você confunde prazer com apreensão e curiosidade.” Pode ser. Sonho às vezes. Nos meus sonhos as coisas acontecem com fortes emoções. Vejo máscaras, vejo soluços, vejo um homem enérgico, insinuante, encostando seu instrumento em mim, dizendo coisas. Meu Deus! Meu coração quer disparar enlouquecido, perco a coordenação de meus atos, penso em coisas para dizer mas não digo, ele me empurra, me segura, me grita Tu vai fazer tudo que eu mandar, ou, vou te fuder. Desfaleço Quando vou ter isso para valer? Deus, tomara que não seja ruim…
Finalmente aconteceu. Quase como nos sonhos. Deus meu! Semana passada, estava na padaria onde sou caixa e ele chegou, moreno, forte, com máscara, enérgico, me empurrou e me gritou:
- É um assalto! Tu vai fazê tudo o que eu mandá ou vou te fudê! Passa a grana, digeiro!

junho 26, 2019

Murphy no chuveiro


Meu caro Putz,

Detesto a lei de Murphy, detesto Murphy, detesto tudo. Sou mau humorado, assumo, pronto. O Murphy é meu desafeto mor. Parece que ele fez essa lei do demo pensando em mim. Ela me persegue. A última aconteceu no banho. Queimou o chuveiro e não precisa dizer que fazia um frio canalha. Também não precisa dizer que eu estava exatamente 100% ensaboado e enxampuzado. Tem uma população de seis pessoas na minha casa, inclusive minha sogra e mais duas cachorras que uma vez por semana vão pro chuveiro. Minha sogra toma dois banhos (às vezes três) por dia, a despesa com energia é um inferno. E o maldito queima exatamente comigo. Ainda fiquei um minuto aguardando, poderia ser falta de luz. O rádio ligado disse que não. E enxaguar toda aquela espuma na água gelada, sério, não desejo pras cachorras. Mas pro desgraçado do Murphy e pra lei dele eu desejo muuuuito.

junho 12, 2019

Namorados em fila pra transar

Dia dos namorados
Duas vertentes mercadológicas são responsáveis por esse espetáculo constrangedor que é aquela multidão de casais numa fila quilométrica à porta do motel torcendo para os que estão lá dentro gozem o mais rápido possível (o momento), para que dê tempo de ele dar a sua antes que o dia 12 acabe:

1) O marketing. Criou uma necessidade que não existia. Cidadão que nunca teve experiência sexual fora da cama própria, hoje se vê nervoso cada vez que a fila anda;

2) O crédito. Como disse tresloucadamente o apoteótico Luiz Carlos Prates, hoje todo “miserável” (sem ofensa, foi o Prates quem disse) tem carro. Carro tem tudo a ver com motel e… uma coisa leva à outra.

Agora, sem querer azedar a relação, tão vendo a fotinho acima? É a fila pros motéis da Içara antes do meio-dia. No São Simão tá igual.

Apressem-se.

junho 05, 2019

Broxa passivo


O Ministério da Saúde é um órgão gozador, com perdão do trocadilho. Gozador e sádico. Gozador, sádico e incompetente.
Gozador porque o texto da foto acima “o uso deste produto diminui, dificulta ou impede a ereção” é uma ironia mal-intencionada face seu cunho humilhante e ridicularizante, quiçá ambos. Isso é gozação.

Sádico porque trata com morbidez de uma eventual anomalia que aterroriza todo homem que se preze, a impotência.  Isso é sadismo.

Incompetente por fazer uma campanha que atinge apenas 50% do público abrangido pela fumaça, quiçá menos.

Aí, finalmente, o fim do nosso post. Sabia você, caro não fumante, que inalando fumaça aqui e ali você foi, é ou será um broxa passivo? É... a vida é dura. É sabido que o cigarro afeta tanto o fumante ativo como também aquele que está por perto, quiçá mais. Então é assim: você vai na 1051, Wynn ou Oz e se empanturra da fumaça disponível (que você não produziu), deu sorte com uma gata e conseguiu organizar um joguinho mais picante. Ocorre que, já na preliminar, seu atacante acusa uma indisposição irreversível. Não adianta excomungar a falta do tarja azul, as cervejas que tomou a mais, achar que a gata era muito atirada ou muito “cheirosa”, quiçá tudo.

A culpa é do Ministério da Saúde e da campanha sem-vergonha que não preveniu você dos perigos da fumaça broxante no modo passivo.

maio 25, 2019

Mortes não esclarecidas


- Padre Samiro?
- Alô-bom-dia!. Dê o seu recado.
- Queria comunicar um falecimento.
- Pois não. Um momento que vou anotar... Nome?
- Meu?
- Do falecido.
- Eduardo… Raimundo… Moreira… Colombo* (a ouvinte fala devagar pro padre anotar).
- Hora da morte?
- 23 horas.
- Velório é onde?
- Casa mortuária da Brasília.
- Missa de corpo presente?
- Sim.
- Onde?
- Igreja da Próspera.
- Enterro?
- 16 horas.
- Onde?
- Cemitério da Brasília.
- OK. Nossas condolências à família enlutada.
***
Quase toda manhã tem isso. Às vezes mais de uma morte por manhã.
Dois detalhes nessa rotina mortibunda merecem reparo. Um, o padre demonstra ter uma planilha em mãos quando interroga o comunicante; dois, falta a causa-mortis na planilha.
Aí está. Essa falta é pior que a própria morte. O Putz fez uma Whatspesquisa e… está comprovado: 185,2% das pessoas que ouvem a notícia de uma morte tende a pretender o nexo causal. Morreu de que? E o padre não diz. A gente fica angustiado. O padre nos acorda às 5 da manhã como se fosse o porta voz do além e esquece o principal?! Morreu de que, padre? O povo enlutado agradeceria saber.

(*) Qualquer semelhança é mera ficção.

maio 13, 2019

Sexo explícito na praça

sexo-para-cachorro

Praça Nereu Ramos.
Deu no jornal: “Sábado os cães invadiram a praça e causaram constrangimentos à população.”
Só tem um jeito de cachorro constranger. Sexo. Se não fosse sexo não seria constrangimento, seria irritação, raiva, etc. Pois é, falaram em castrar e não castraram, agora aguentem. Cachorro não é de ferro. Falando sério, tem umas cachorras na praça desfilando em grupo que, é difícil resistir. Vamos nos colocar no lugar dos cães. Atraso total, poder aquisitivo zero, aí aparecem essas peças lindas, receptivas, sem nenhuma diferença (exceto o cheiro) das cachorras da sociedade. Não dá pra perder não. Sem dinheiro pra motel, vai na praça mesmo. Quem não quiser ver que não olhe.

abril 30, 2019

Senado quer acabar com fusos horários

Senado quer acabar com fusos horários


Deu no jornal. Senado analisa lei para acabar com os fusos. E o jornal diz que "agora o Senado extrapolou". Extrapolou nada. Tem que acabar mesmo. É muito fuso horário. Quatro. O Senado se acha Deus? Que acabe. Devia acabar também com dia e noite. Dia... noite... é muita confusão. Deixa uma só. De preferência a noite, é quando o prazer se impõe. De dia é muito trabalho. Quer saber? O Senado devia se auto-acabar também, e levar a Câmara junto. Acaba tudo. Pronto. Zero. Depois se pensa noutra coisa para o lugar.

abril 21, 2019

Intelectuália

O que é ser intelectual?
É quando um cara consegue pensar em algo que não seja sexo por mais de duas horas.
Isso deu na coluna do Ney Lopes, em A Tribuna.
Analisando em sentido lato:
Para ser intelectual esquece sexo. Não por acaso a maioria dos casos conhecidos estão mais pra lá do que pra cá e nem aí pra sexo. Vide a Academia Brasileira de Letras, composta de 40 "imortais" e um morto rotativo (não se conta aí aqueles casos, sabidos mas não contados, de "imortais" que entram lá a reboque de sua conta bancária ou influência - se alguém pensou em Sarney não foi nós que falamos).
Agora em sentido estrito:
Você é intelectual quando a produção de sua mente se impõe às manifestações de seu corpo, seja lá o que isso signifique. Vemos porém que o sentido estrito tem a ver com o lato porque tanto corpo no estrito como sexo no lato têm a mesma conotação, isto é, quem pensa nessas coisas é burro. Pode não ter ficado claro o raciocínio, então vamos simplificar. Se alguns de seus pensamentos, seja você homem ou mulher, têm como origem qualquer apêndice, órgão, protuberância ou cavidade localizado abaixo da linha da cintura, esquece. A intelectualidade não faz parte de você.
Mas vale ficar atento, sumindo esses sinais ou você é crânio ou está morrendo.

abril 12, 2019

Motoqueiro de capacete não entra

CAPACETE probido
postagem de junho/2009…

Às vezes nossa burrice nos preocupa. Acabamos de ver na mídia sobre a lei que proíbe motoqueiro de entrar de capacete em estabelecimentos comerciais. Se entrar tem multa pesada.
Pelo que entendemos, com a medida (entra em vigor amanhã) os assaltos acabam.

Tá vendo? Não entendemos nada. De repente, se recapitular devagar o tico acorda o teco e os dois pegam. Assim: o marginal bola assaltar o Posto Chile, por exemplo (aqui não tem Posto Brasil – mais fácil de ser roubado), e o plano é entrar a mil, berrar uns palavrões, pegar a grana e sair a pau. Trinta segundos.

Tá vendo? Vê se entende agora, blog travado, o cara vai saber que tem a lei e vai abortar.

Mas meu amigo, o cara já é foragido, viciado e traficante, tá nem aí pra polícia, acha mesmo que ele vai ligar que tem uma lei que proíbe entrar de capacete?

Vocês são burros mesmo, hein. Se entrar tem a multa. Alou!!!

março 27, 2019

O negócio das lombadas eletrônicas


Multa dá lucro? Numa certa reunião da turma do trânsito, o tema descambou para a rentabilidade das lombadas eletrônicas. De repente autoridades se pegaram analisando quais lombadas eletrônicas deveriam ser extintas por “não estar dando lucro".
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É por isso que a iniciativa pública é tida como incompetente, pra não dizer outra coisa. Tem que buscar mais inspiração na privada. Colocam uma lombada, deixam ela ao deusdará e querem que dê lucro sozinha? Absolutamente não é assim que as coisas funcionam. Um cursinho qualquer de vendas, por correspondência até, ajudaria. Daria a eles dicas importantes para incrementar o negócio. Tipo as que o Putz adianta agora:
  • Crie bonificação que estimule o infrator - tipo a cada 10 multas, uma é grátis
  • Estabeleça um prêmio maior que estimule a cobiça, específico por lombada. Ex.: se você for o centésimo a ser multado leva a bolada
  • Campanha publicitária - divulgue quais lombadas precisam ser rentabilizadas, isto é, divulgue na mídia quais lombadas estão há mais tempo sem pagar o prêmio cobiçado
  • Faça uma campanha subliminar que privilegie a velocidade. Plante nas imediações outdoors com imagens da Fórmula 1, jatos supersônicos, etc
  • Fidelize o cliente. Pratique o pós-multa. Ligue após cada notificação parabenizando-o pelo evento e lembrando-o que na próxima ele pode ser sorteado
  • Busque a satisfação do cliente. Lembre-se: cliente satisfeito é cliente que corre mais
São só alguns exemplos. O que não adianta é querer desligar os aparelhos como se eles fossem os virtuais culpados pela baixa produtividade. Está claro, em nossa análise à luz da teoria cartesiana de marketing rodoviário, que a culpa é do governo.