Sempre que a mídia fala da Câmara, fala de vereadores, de políticos enfim, a reação do público é, muitas vezes, de repúdio. Muitas vezes talvez seja pouco, na maioria das vezes então. Tá bom, sempre. A gente lê e já vai achando que os caras pensam mais neles que no povo. Tá, pensam sempre neles. O povo acha que políticos pensam sempre só neles. Viram o lance do aumento de vereadores? Olha só o torpedo do Walter, abaixo; vejam os tópicos de A Tribuna na ilustração acima.
Melhor distribuição de renda na Câmara
Pois o Putz vê uma grande injustiça nisso tudo. E exagero também. Somos a favor de mais vereadores. Tem-se que aumentar para 20, 21 ou 22 vereadores, o que a lei permitir. Não se pode ser fora-da-lei. Quanto mais gente melhor. Cada um a mais são 4 ou 6 assessores a mais, sem contar os empregos indiretos, todos com bons salários, o que já traduz uma melhor distribuição de renda. Hoje a Câmara consome toda a grana repassada pelo executivo apenas com os 12. Isso é perigoso, as pessoas tendem a exagerar, viajar pra Colômbia, Barcelona...
Os números não mentem
Mas não é isso que temos visto. Fora uma ou outra viagem inútil, o pessoal da Câmara cuida da grana do povo como se fosse sua. Se pegarmos a matéria de A Tribuna (ilustração acima) dá pra ver que tem marcação da imprensa. Quando nós lemos a reportagem ficamos convencidos que havia absurdos inadmissíveis, com perdão da redundância. Depois, analisando item por item percebemos o truque do jornal. É sempre assim, em nome do sensacionalismo eles pinçam um item qualquer, a induzem a gente a pensar que tem desperdício. Senão vejamos:
- Três diárias no valor de R$ 1.640. Está no jornal com óbvia conotação de desperdício. Aí a gente vê que uma diária no Burj Al Arab em Abu Dhabi pode chegar a 14.000 dólares e… pronto, R$ 1.640 para três dias ficou ridículo (os grifos são nossos).
- Outra, R$ 470/mês de água mineral (média mensal). É uma miséria, mas saiu no jornal como se fosse um dilúvio. Uma mineral, no bar, custa 2 paus, assim, a Câmara estaria tomando 235 garrafinhas por mês. Mais um pouco aquilo vira o Saara. Como é possível uma Câmara viver com 235 garrafas d'água num mês? Alguém pode imaginar o que é viver com 235 garrafas d’água num mês? Nem uma assembléia de camelos consegue.
- A última (está no esquema acima também): R$ 60 mil de telefones de janeiro a setembro. E daí? Isso dá menos de R$ 7 mil por mês. Dividindo por 12 vereadores, dá menos de 600 bagarotes cada. Não esquecer que tem mais os assessores e mais a administração da casa que também liga pra Deus e todo mundo. Mas, ficando só nos vereadores, 600 pilas por mês… alguém acha isso muito? É claro que não. É uma merreca, qualquer esposa que participe de grupo de canastra gasta mais.
Bovespa legislativa
Essa é a posição oficial de PutzGraça. Totalmente a favor de mais políticos. Quanto mais, melhor. São nossos representantes (a gente esquece disso). Pra fechar de forma inequívoca nosso raciocínio, temos que atentar para uma frase que meio que passou desapercebida (na reportagem da Tribuna), dita por um sábio (Edinho do Sindicato): “A Câmara não faz despesas, faz investimentos.” Genial. Nunca na história dessa cidade alguém pensou naquela casa como um centro de investimentos, uma Bovespa legislativa. Imaginemos a Câmara de Criciúma multiplicando seus recursos de forma sustentável e teremos aí um exemplo a ser exportando para o país, quiçá para o mundo.