abril 19, 2011

Não ao aumento de vereadores

diga não

Romanna Remor comentou assim a postagem "Vereadores, manchetes, submanchetes, pleonasmos e ...", abaixo:

Caro CEO Putz e amigo anônimo (comentarista da post), mantive, desde o início do debate, a mesma posição. Sou contra a atual proposta do aumento do número de vereadores, seja para 13, 14, 14 ...ou 21. De que adianta aumentar algo que não funciona como deveria? Precisamos melhorar a atuação do Legislativo - com mais sessões, mais tempo de análise séria e profunda de projetos e problemas da cidade, reforma do regimento, maior comprometimento, e por aí vai. Para mim, há uma inversão de valores: o debate para aumentar a qualidade da atuação do legislativo tem de preceder o da quantidade!

Não ao aumento de vereadores

diga não

Sobre o post "Vereadores, manchetes, submanchetes, pleonasmos e ...", abaixo, Walter disse...

Eta imprensazinha essa nossa né?
Seja a oficial, a marrom ou mesmo aquela cinzenta......(até os blogs) tudinho igual....até parecem políticos...
Taí, estão afirmando que os ditos ""edis"" vão aprovar o aumento do número de vereadores....Bem na ""MOITA"".
E...ninguém diz nada..Se fala, fala "à boca pequena"...
Até o Adelor, que sempre pareceu um Jacaré - todo mundo diz que ele tem a boca de trombone, até ele, tá meio quieto, não obstante ser o único ainda a divulgar pequenas noticias sobre o assunto. Ele.. que é sempre a última esperança... Gostem ou não!
E o seu Putz???? O que faz??? Nada.... até parece que....
Tem que encher a Câmara de ""ELEITORES"" - Botar a boca no trombone - Berrar - berrar mesmo, e ser contra!
Cadê os estudantes Universitários? Tudo a favor?
Cadê aqueles que fazem um monte de greve? Tudo a favor?
E nóis aqui, pagando IMPOSTO pra sustentar nossos representantes....
Isso É BRASIL!

Vereadores, manchetes, submanchetes, pleonasmos e piadas

Camara-quer-mais-vereadores

Essa parte aí ficou clara e coerente (a da manchete acima). Políticos quererem mais vagas parece até pleonasmo. Quando se fala vagas entenda-se cargos, que é outra palavra diretamente ligada a políticos. Políticos e cargos são coisas que se atraem. Eles curtem muito isso, não só os cargos propriamente ditos, mas discuti-los, anuncia-los, cozinha-los, anuncia-los de novo, e etc. O Raimundo passou os 100 primeiros dias de governo só fazendo isso (e não acabou).

Então. Voltou à tona o aumento de vereadores,  que convenhamos, devemos interpretar com fato consumado. Não existe a menor dúvida que o que era antes vai voltar. A discussão (da manchete) faz parte. Só aumentar, sem cuspe, pega mal. Discute-se, decide-se e, depois, avisa-se que é a melhor solução pra cidade-se.

Camara-sem-repasse

Aí veio essa incompreensível submanchete. Muito incompreensível, Aliás, horrorosamente incompreensível. Por que essa informação está ali? Porque dizer que “repasse para a câmara não deve aumentar”

A gente lê qualquer coisa e, ao menor sinal de estranheza, luzes piscam. Acendeu um holofote estroboscópico amarelo, aqui nas internas, com essa cavernosa submanchetinha do repasse. 

Esse assunto é tão complexo que o Putz teve que submeter. A gente sempre submete, conforme a complexidade do objeto. Conforme a complexidade, que vai de zero a nove na escala Putz, manda-se a análise de um time que vai de Chutador a Especialista, passando por Palpiteiro e Assessor. Dez na escala, vai pra mesa-redondo (discussão no bar da Praça Nereu).

Essa era complicadérrissima mesmo. Precisou de mesa-redondo. Primeiro achou-se que era piada. Piada no sentido de piada mesmo. Para fazer graça. Pensando bem é engraçado mesmo. Criciúma tinha 21 , reduziu pra 12 e, heureca, não reduziu os gastos. Agora, voltando pra 21, vem alguém e diz que não aumenta?

Seria engraçado se eles não fossem capazes. Na mesa-redondo, analistas já mais calibrados, alguém chamou a atenção para o “não deve” da manchete. REPASSE DA CÂMARA NÃO DEVE AUMENTAR. Vai aumentar. “Não deve” é diferente de “não irá”. “Não deve” quer dizer “pode”. Capiche?

Preparem-se para o aumento.

No final, restou apenas uma dúvida: se a frase contém mensagem subliminar, se é esperteza, aviso, indireta nos queixos, ou é tudo.

E daí? Rimos ou choramos?

abril 18, 2011

A velho truque da viagem oficial

Prefeito-na-mamata

Você lê uma notícia dessas e a primeira coisa que passa nessa cabeçona torturada é…

Mamata 

Maldita dúvida. E ninguém pode culpar a gente por pensar bobagens. Somos provocados. Todo dia a gente vê coisa. “Prefeitos fazem turismo com dinheiro público”, no Google, dá aproximadamente 408.000 resultados em 0,25 segundos.

Mas nesse caso da manchete (JM,14abr, pg. 4) não é. O prefeito de Orleans vai pra lá (Europa), levando esposa e vereadores, porém arguiu um detalhe que elimina qualquer presunção de mamata:

A VIAGEM É OFICIAL

Vai oficialmente, passando por grandes centros turísticos como Alemanha, Portugal, Espanha e França, lugares estes onde existem estudantes de Orleans. O prefeito vai conferir se os caras estudam mesmo.

Viu? Não é mamata. Viagem oficial é interesse público. Orleans precisa muito dessa viagem.

Porém, num certo momento cruel após a notícia descer rasgando a garganta, mesmo descartada a presunção de mamata, a suspeita nos assalta: porque prefeitos nunca viajam em viagem NÃO oficial? 

Fácil: porque não faria sentido. Seria um desperdício. Que maluco iria com dinheiro próprio se pode ir com o dos outros? Um cara desses rasga dinheiro, né? Não iríamos querer pra prefeito.

Fica claro, então, que uma viagem oficial não é necessariamente mamata. Às vezes é, mas nem sempre. A gente duvida porque já aconteceu.

Na real, na real mesmo, se existisse uma cartilha que ensinasse como fazer turismo às custas dos otários do erário, esse lance de VIAGEM OFICIAL seria o artigo primeiro.

Putz pê-ésse: Só pra constar, oficialmente falando, o nosso – Salvaro, está indo pra lá também. Ano passado ele foi ver o Barça.

abril 17, 2011

Descubra o erro

Meio-dia-almoço

Pedestres, se virem

Pedestres

Seu Putz,

Sabe como é que é né. Dizem que a gente só sabe reclamar, mas deixa pra lá, elogiar é para os outros e para os puxa-saco. Mas como não criticar quando se recebe uma resposta dessas da própria polícia.

Tenho passado diariamente ali pelo Angeloninho fogueteiro, aquele que cismou de pegar fogo, acho que foi porque estava trabalhando muito já que o irmão rico estava fazendo plástica, e agora não dão uma repaginada no que sobrou daquele pobre explorado.  Mas vamos ao problema. Vou trabalhar próximo ao hospital São José e passo a pé por ali e sou obrigado a transitar pelo meio da rua já que espaço destinado aos pedestres virou estacionamento de bacana que sai e deixa o carro com o pisca ligado obrigando os pedestres a passar tirando fino dos carros que vem  em grande velocidade rumo ao centro. Liguei diversas vezes para a policia e da ultima vez, para minha surpresa me retornaram a ligação com a seguinte versão; ALI NAO TEM PASSEIO PUBLICO, É LOCAL DE ESTACIONAMENTO, O PASSEIO É NA PARTE INTERROMPIDA. Ora bolas se lá é área particular não pode ser publica e se for publica não pode estar cercada pelo Angeloni. O que quero saber é por onde devemos passar com segurança. Ou teremos que disputar espaço a tapa com os carros???

Roni

Como faço pra pegar a 101?

Rua-Ararangua-1

Rua-Ararangua-2

Caro Putz,

Estou escrevendo pra vocês porque esse é um assunto que pega mal pra cidade. Eu estava caminhando pela Álvaro Catão (subida para Siderópolis) e parou uma caminhonete com placas de Porto Alegre pra pedir informações:

-- Como faço pra pegar a BR-101?

Eles me disseram que vinham do Centro, pela rua Araranguá (não disseram o nome da rua, mas era essa). Como se vê, apesar de a cidade ter melhorado muito sua sinalização horizontal, essa é uma falha importante. Imagino que muitas pessoas passam por isso.

Putz pê-ésse: já repassamos à ASTC.

abril 16, 2011

Soltas à bordo e a Teoria das Janelas Partidas

Mirian comentou assim a postagem “Soltas à bordo”:

Sobre o post com a foto do kiko , eu já dei minha opinião como anônima, mas fui buscar algo mais concreto e impactante e achei bem explicada . Acho q/ vale a pena ler até o final , uma vez q/ como dizia o pequeno Príncipe "somos responsáveis pelo q cativamos" ou pelo q/ divulgamos, ou pelo que opinamos, etc. etc. etc. 

Abraços

Mirian Cardoso

***

TEORIA DAS JANELAS PARTIDAS

Em 1969, na Universidade de Stanford (EUA), o Prof. Phillip Zimbardo realizou uma experiência de psicologia social.   Deixou dois automóveis abandonados na via pública; dois automóveis idênticos, da mesma marca, modelo e até cor. Um deixado no Bronx, na altura uma zona pobre e conflituosa de Nova York e o outro em Palo Alto, uma zona rica e tranquila da Califórnia.
Dois automóveis idênticos, abandonados em dois bairros com populações muito diferentes e uma equipe de especialistas em psicologia social estudando as condutas das pessoas em cada lugar.

Resultou que o automóvel abandonado no Bronx começou a ser vandalizado em poucas horas. Perdeu as janelas, o motor, os espelhos, o rádio, etc. Levaram tudo o que fosse aproveitável e aquilo que não puderam levar, destruíram. Contrariamente, o automóvel abandonado em Palo Alto manteve-se intacto.
É comum atribuir à pobreza as causas de delito. Atribuição em que coincidem as posições ideológicas mais conservadoras, (da direita e esquerda). Contudo, a experiência em questão não terminou aí, quando o automóvel abandonado no Bronx já estava desfeito e o de Palo Alto estava há uma semana impecável, os investigadores partiram um vidro do automóvel de Palo Alto.

O resultado foi que se desencadeou o mesmo processo que o do Bronx, e o roubo, a violência e o vandalismo reduziram o veículo ao mesmo estado que o do bairro pobre. Por quê que o vidro partido na viatura abandonada num bairro supostamente seguro, é capaz de disparar todo um processo delituoso?

Não se trata de pobreza. Evidentemente é algo que tem a ver com a psicologia humana e com as relações sociais. Um vidro partido num automóvel abandonado transmite uma ideia de deterioração, de desinteresse, de despreocupação que vai quebrar os códigos de convivência, como de ausência de lei, de normas, de regras, como que vale tudo. Cada novo ataque que o automóvel sofre reafirma e multiplica essa ideia, até que a escalada de atos cada vez piores, se torna incontrolável, desembocando numa violência irracional.

Em experiências posteriores (James Q. Wilson e George Kelling), desenvolveram a 'Teoria das Janelas Partidas', a mesma que de um ponto de vista criminalístico, conclui que o delito é maior nas zonas onde o descuido, a sujeira, a desordem e o maltrato são maiores.

Se se quebra um vidro de uma janela de um edifício e ninguém o conserta, muito rapidamente estarão quebrados todos os demais. Se uma comunidade exibe sinais de deterioração e isto parece não importar a ninguém, então ali se gerará o delito.

Se se cometem 'pequenas faltas' (estacionar-se em lugar proibido, exceder o limite de velocidade ou passar-se um semáforo vermelho) e as mesmas não são punidas, então começam as faltas maiores e logo delitos cada vez mais graves. Se se permitem atitudes violentas como algo normal no desenvolvimento das crianças, o padrão de desenvolvimento será de maior violência quando estas pessoas forem adultas.

Se os parques e outros espaços públicos deteriorados são progressivamente abandonados pela maioria das pessoas (que deixa de sair das suas casas por temor aos gangs), estes mesmos espaços abandonados pelas pessoas são progressivamente ocupados pelos delinquentes.

A Teoria das Janelas Partidas foi aplicada pela primeira vez em meados da década de 80 no metrô de Nova York, o qual se havia convertido no ponto mais perigoso da cidade. Começou-se por combater as pequenas transgressões: grafites deteriorando o lugar, sujeira das estações, alcoolismo entre o público, evasões ao pagamento de passagem, pequenos roubos e desordens. Os resultados foram evidentes. Começando pelo pequeno delito, conseguiu-se fazer do metrô um lugar seguro.

Posteriormente, em 1994, Rudolph Giuliani, o prefeito de Nova York, baseado na Teoria das Janelas Partidas e na experiência do metrô, impulsionou uma política de 'Tolerância Zero'. A estratégia consistia em criar comunidades limpas e ordenadas, não permitindo transgressões à Lei e às normas de convivência urbana. O resultado prático foi uma enorme redução de todos os índices criminais da cidade de Nova York.

A expressão 'Tolerância Zero' soa como uma espécie de solução autoritária e repressiva, mas o seu conceito principal é muito mais a prevenção e promoção de condições sociais de segurança. Não se trata de linchar o delinquente, nem da prepotência da polícia.

De fato, a respeito dos abusos de autoridade deve também aplicar-se a tolerância zero. Não é tolerância zero em relação à pessoa que comete o delito, mas tolerância zero em relação ao próprio delito.
Trata-se de criar comunidades limpas, ordenadas, respeitosas da lei e dos códigos básicos da convivência social humana.

abril 15, 2011

Soltas à bordo

Seu Putz,

Olha essa. Parece uma plotagem, um comercial (sem legenda). Tipo, eu ando de ônibus e sou feliz.

Crianças-no-ônibus-4

Mas não é. 

É o retrato da irresponsabilidade no transporte de crianças.

Kiko

abril 14, 2011

Tilt

No JA:

Diogo-Oliveira

Diogo???

No JM:

Joao-Luiz-Nassif

Luiz???

abril 13, 2011

BR-101 , uma história de enrolação.

BR-101 a caminho do recorde mundial. A estrada que mais demorou a ser concluída em todos os tempos.

Ontem, mais uma audiência, mais uma etapa da enrolação.

Rua Urussanga

Bom dia,

Conforme solicitação enviada por e mail, a poda da árvore e a substituição da placa já foram executadas na rua Urussanga, dia 12/04/2011.

Obrigada,

Renata - Atendimento - ASTC
(48) 34623800

abril 12, 2011

Placar fail

Globo Esporte (RBS), ontem:

Palpite-placar-fail

Diz a Suyanne: Avai X Marcílio. Eu e o Guga cravamos o placar.

Beleza. Mas quem ganhou foi o Avai.

A magia do Supremo

Ficha-suja

Não é atoa que tem esse nome, não é atoa que é habitáculo de deuses. Supremamente, num passe de mágica, transforma condenados em líderes fortalecidos e respeitados.

O Putz já abordou o tema no passado. Agora, lemos na coluna da Karina Manarin que o Pizzolatti “pode voltar à Câmara Federal e consolidar-se como líder político no Estado.”

Só por deuses uma coisa dessas. Num momento, um condenado em segunda instância impedido de concorrer; no outro, a lei da Ficha-Limpa só vale para o ano que vem e, milagre, os caras pegos por ela passam a ser santos.

abril 11, 2011

Tigresas no U2

Tigresas-no-U2

Direto do blog Jacaré Banguela, meninas de Criciúma que se depilaram (o braço) pro Bono autografar.

Advogado de ouvinte

Radio-ao-vivo

Nota na coluna do João Paulo Messer:

“Ouvinte indignado com a insegurança no Rincão, liga pra rádio e diz no ar que ‘tem polícia da praia que de tão velho está com os dentes caindo.’ A PM da região ficou tão injuriada que já avisou: o ouvinte será processado.”

***

Temos um assessor para assuntos de declarações ao vivo, no Putz. Ele tem bacharelato em Direito Radiofônico com pós em Injúria. Perguntado sobre que tese usaria para livrar a cara defender o ouvinte acima, disse que seria assim:

-- Meu cliente é inocente. Nega todas as acusações. Em nenhum momento meu cliente declarou o que está gravado. Vou requerer perícia do telefone, microfone, do CD e exame toxicológico (bafômetro) do radialista. Vou alegar má-fé. Armação explícita com viés de má-fé da PM em conluio com a rádio. O Programa era ao vivo e já existe CD com gravação da conversa. Gravaram porque? Porque tinha um complô armado contra meu cliente. Subsidiariamente e alternativamente, arguirei mais duas teses. Nas subsidiárias, vou arguir a lei da gravidade. Tudo que sobe cai. Dentes caem. Vou alegar que o PM em questão não tinha escovação regular. Isso provoca a queda. Vou requerer perícia odontológica. Dente sem escova fica velho. O dente era velho, não o PM. Não há injúria aí. Nas alternativas, vou provar que meu cliente agiu em legitima defesa. Ele é atacado em seus direitos e atira pra se defender com as armas que tem, no caso, a matraca afiada. Data vênia, a inocência está no ar. E será provada.

abril 10, 2011

É vero

Mosquito-SOS-Tijoladas-Preserve-o-Mosquito

Sobre o post "Desconstrução do que se vê (ou ouve)", abaixo, Amilton Alexandre comentou assim:

De tijolos eu entendo.

visite www.tijoladas.info

abril 09, 2011

100 anos de futebol e uma imagem que diz tudo*

Cem-anos-de-futebol-6

A humildade nos impede de dizer mais.

Cem-anos-de-futebol-3

Zé Dassilva e Emerson Gasperin…

Cem-anos-de-futebol-1

…autografando no Redondo, hoje de manhã.

(*) A conquista da Copa do Brasil, em 91.

abril 08, 2011

Só para a fina flor?

JM-mamamia-3

Ideia cheia de boas intenções na sobrecapa do JM de hoje. Não deveria reservar uma cota na foto para afros e suburbanas?

Desconstrução do que se vê (ou ouve)

Tá a fim de fazer turismo em Londres?

Vimos no JH da Globo reportagem sobre a reabertura do Saint Pancras Renaissance Hotel de Londres, já eleito como novo marco turístico da cidade. Tipo, se você não pode parar lá, pare para vê-lo.

Hotel-StPandras-Velho

Hotel saint pancras-1

Hotel Saint Pandras-2

Olha o que foi dito sobre a belezura:

  • Fundado originalmente no século XIX (1.873)
  • 19 anos fechado
  • 10 anos de reformas
  • Custo total (das reformas): R$ mais de 500 milhões
  • Tijolos todos restaurados, um por um
  • Diária mais barata: R$ 650
  • Suíte presidencial: R$ 26.000

Pois é, mas não é sobre hotéis este post. Nem sobre turismo.

É sobre tijolos. Sabe aquela compulsão masculina da busca de sentido (no sentido de coerência)? (Mulheres também têm, mas numa frequência estranha aos masculinos, a qual… esquece – isso é assunto pra outro post). 

Então. A gente estava lá, estarrado no sofá, vendo TV e palitando a unha, e veio o lance dos tijolos restaurados um a um. Notaram a fuga do sentido? Na nossa imensa lista de especialistas não tem nenhum em tijolos, ninguém aqui sequer trabalhou em olaria, mas soou esquisito. Como restaurar um tijolo encravado há quase 140 anos numa parede sem que a mesma seja demolida. Ah, vocês são burros e não entendem nada de restauração. Pode ser. Há o agravante de que nossa experiência criciumense é pobre em restauração. A turma põe abaixo, faz um novo e fim de papo. Não há Plano Diretor que pare isso. Um hotel como o Pancras não teria a mínima chance aqui.

Sobra o que, bendita coerência? Erro de digitação que redundou em erro de locução. A estagiária do JH (a Mócra deles) tinha acabado de restaurar as unhas uma a uma e pintado-las. Ao digitar a notícia, estava lá que os “tijolos foram pintados um a um”, e a retardada lembrou das suas unhas e mudou para “tijolos foram restaurados um a um.”

Improvável? Mas faz sentido.