setembro 06, 2020

Desconstrução do que se vê (ou ouve)

Tá a fim de fazer turismo em Londres?

Vimos no JH da Globo reportagem sobre a reabertura do Saint Pancras Renaissance Hotel de Londres, já eleito como novo marco turístico da cidade. Tipo, se você não pode parar lá, pare para vê-lo.

Hotel-StPandras-Velho

Hotel saint pancras-1

Hotel Saint Pandras-2

Olha o que foi dito sobre a belezura:

  • Fundado originalmente no século XIX (1.873)
  • 19 anos fechado
  • 10 anos de reformas
  • Custo total (das reformas): R$ mais de 500 milhões
  • Tijolos todos restaurados, um por um
  • Diária mais barata: R$ 650
  • Suíte presidencial: R$ 26.000

Pois é, mas não é sobre hotéis este post. Nem sobre turismo.

É sobre tijolos. 

Sabe aquela compulsão masculina da busca de sentido (no sentido de coerência)? (Mulheres também têm, mas numa frequência estranha aos masculinos, a qual… esquece – isso é assunto pra outro post). 

Então. A gente estava lá, estarrado no sofá, vendo TV e palitando a unha, e veio o lance dos tijolos restaurados um a um. Notaram a fuga do sentido? Na nossa imensa lista de especialistas não tem nenhum em tijolos, ninguém aqui sequer trabalhou em olaria, mas soou esquisito. Como restaurar um tijolo encravado há quase 140 anos numa parede sem que a mesma seja demolida. Ah, vocês são burros e não entendem nada de restauração. Pode ser. Só soa esquisito porque nossa experiência criciumense é pobre em restauração. A turma põe abaixo, faz um novo e fim de papo. Não há Plano Diretor que pare isso. Um hotel como o Pancras não teria a mínima chance aqui.

Sobra o que, bendita coerência? Erro de digitação que redundou em erro de locução. A estagiária do JH (a Mócra deles) tinha acabado de restaurar as unhas uma a uma e pintado-las. Ao digitar a notícia, estava lá que os “tijolos foram pintados um a um”, e a retardada lembrou das suas unhas e mandou para o teleprompter “tijolos foram restaurados um a um.”

Improvável? Mas faz sentido.

agosto 20, 2020

Advogado de ouvinte

 

Radio-ao-vivo

Nota numa certa coluna da cidade:

“Ouvinte indignado com a insegurança no Rincão, liga pra rádio e diz no ar que ‘tem polícia da praia que de tão velho está com os dentes caindo.’ A PM da região ficou tão injuriada que já avisou: o ouvinte será processado.”

***

Temos um assessor para assuntos de declarações ao vivo, no Putz. Ele tem bacharelato em Direito Radiofônico com pós em Injúria. Perguntado sobre que tese usaria para livrar a cara defender o ouvinte acima, disse que seria assim:

-- Meu cliente é inocente. Nega todas as acusações. Em nenhum momento meu cliente declarou o que está gravado. Vou requerer perícia do telefone, microfone, do CD e exame toxicológico (bafômetro) do radialista. Vou alegar má-fé. Armação explícita com viés de má-fé da PM em conluio com a rádio. O Programa era ao vivo e já existe CD com gravação da conversa. Gravaram porque? Porque tinha um complô armado contra meu cliente. Subsidiariamente e alternativamente, arguirei mais duas teses. Nas subsidiárias, vou arguir a lei da gravidade. Tudo que sobe cai. Dentes caem. Vou alegar que o PM em questão não tinha escovação regular. Isso provoca a queda. Vou requerer perícia odontológica. Dente sem escova fica velho. O dente era velho, não o PM. Não há injúria aí. Nas alternativas, vou provar que meu cliente agiu em legitima defesa. Ele é atacado em seus direitos e atira pra se defender com as armas que tem, no caso, a matraca afiada. Data vênia, a inocência está no ar. E será provada.

julho 25, 2020

Que Deus o tenha

Apocalipse now

Serguei
Perguntaram (na ISTOÉ) se o Serguei era gay. Olha só a resposta do alma penada:
“A minha alma é de puta. Sou pansexual. Vivo com o espírito nu. Sempre gosto de estar pelado. Tive milhares de amantes. Minha virilidade é de um homem de 30 anos. Sem sexo fico nervoso.
Recentemente, numa tarde de verão, aconteceu um episódio fascinante: andava eu pelo mato quando vi um cajueiro lindíssimo. Encostei na arvore e comecei a fazer amor. Gozei enlouquecidamente. Minha vida é assim. Adoro beijar na boca.”

O fim está próximo. E vem em forma de grandes lábios inchados. Não se pode deixar isso. Tem gente normal que lê. De menor, pode ler. A gente lê... e não acredita.

junho 30, 2020

Água no bife

Agua-no-bife
É sério, deu na Playboy: a água que se gasta para fazer um bife daria pra tomar 50 banhos.

Ou a gente não entende nada de bife ou a Pleba não sabe o que é banho.

junho 08, 2020

Aventura na faixa

Faixa
Putz,
O cara quase me pegou na faixa de pedestre hoje. Fiquei muito puto. E o retardado ainda saiu me excomungando. Tem horas que dá vontade de deixar bater, pra ver se o cara aprende. Assim, tipo, o cara bate e se eu tiver sorte ganharei duas pernas quebradas, algumas costelas partidas e um furo no baço, mas o cara nunca mais vai desrespeitar a faixa. Penso nisso às vezes. Muito louco, mas penso. O cretino vai se fuder ferrar, responder processo e tudo, mas, por outro lado, vai ser um cara que estará educado para o trânsito. Depois eu saio do hospital e faço tudo de novo e terei mais um educado para o trânsito. Uma média de dois por ano. Acho meio pouco. Quantas vezes eu teria que ser atropelado para educar o trânsito da cidade. Eu sobreviveria a isso?
Pois é, aí é que tá. Lembra a frase acima “se eu tiver sorte”? Não é o meu caso.

ass.: Um PutzImbecil (pior que o atropelante)

maio 06, 2020

Velocidade é coisa do passado

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Tá vendo esse carro aí? É o Koenigsegg. Apareceu no Auto Esporte. 1115 cavalos. Mas a velocidade é limitada eletronicamente a 250km/h. E os caras pagam mais ou menos 1000 dólares por cada cavalo. Um milhão e duzentas mil doletas. A fábrica da Koenigsegg avisa que pretende um motor de 1300 cavalos. Mas o carro não vai passar dos 250.

Zero a 100

Aí a gente pergunta, pra que??? Seria pro dono falar pros amigos na sauna: “Meu carro tem 1.300 cavalos, e o teu?” Pode ser. Mas o grande barato tá na rapidez. Pancadão na arrancada. Velocidade máxima não interessa mais (como se vê), mas o zero a 100 sim. Então eles (as fábricas) enchem de cavalos e os marketeiros atocham: 0 a 100 em 2,354675 segundos. É o que faz o Koenigsegg. 1115 cavalos e 0 a 100 em 2 e picos de segundos.

Cágado

É isso. Antes um carro de 500cv era um foguete de virar o pescoço, agora, quem tem um de 500 é ridicularizado no sauna (já tem sauna exclusiva para acima de 1000 cavalos). Tem limite isso? Não. Nessa balada, 0 a 100 a 2 seg logo vai ser coisa de cágado. A meta é bolar um que já largue a 100. Vai faltar cavalo.

março 27, 2020

Alguém apostou?

Façam suas apostas 
(post de novembro de 2013)
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Salvaro Highlander esbanjando “bom humor” na Nereu Ramos no sábado: Não sei o que é mais difícil, se o Tigre ficar na A; as ações do Eike parar de cair ou o Salvaro voltar.
E não parou aí. Nem tudo tá perdido. O Tigre tem o Vasco e o Flu jogando a favor; o Eike tem o BNDES… e existe o Savaski, o Levandowski, o Barbosa Toffoli…

março 09, 2020

Mau olhado

Olhar
Outro dia saiu naqueles pitacos evangélicos (nada contra) no jornal  sobre os perigos do olhar. Era um ensaio sobre a visão. A gente sente remorso por não ser cego. A queda de Adão e Eva começou com um olhar apetitoso para o fruto proibido; o reino de Davi caiu após ele olhar e possuir a mulher de seu soldado; a mulher de Ló foi transformada em estátua por causa de um olhar errado. Tudo isso e o Todo Poderoso pegando pesado nessa turma errada que olhou para o que não devia.
Aí é que está: olhar para o que não deve. Temos que abrir o olho. Tem muita gente por aqui nesse grupo de risco.

fevereiro 26, 2020

Aula estacionária

Hoje vamos ensinar quem, como e onde pode estacionar na Criciúma carregada de sinais.


Estac-odem-7
Idoso. Se você é idoso, pode estacionar onde encontrar esse sinal. Parece óbvio, não? E é. Se está escrito idoso e você é idoso… aí pode.

Estac-odem-4Vaga para cadeirantes, deficientes físicos, enfim. O espaço á amplamente ocupado por madames e empresários novos ricos. Cuidado: coincidentemente eles sempre são grosseiros e mal educados quando avisados que a vaga não é para eles.

Estac-odem-1
Atenção, essa é uma vaga especial. Muito especial. Não basta ser idoso para ocupá-la, é preciso ser cadeirante ou vice-versa, não necessária ordem nessamente. É tão especial que só tem uma em Criciúma. Fica na Santo Antônio*.

(*) Ficava. Não está mais lá.

fevereiro 18, 2020

Viu? Foi rebaixado. Só durou 2 mandatos

Demagogicamente incorreto

O post é de fevereiro de 2011, mas cabe certinho na realidade atual…
JM-frase-infeliz
Jogando pra torcida, hein deputado?! Cumpre-nos informar que a frase está incompleta. Melhor seria:
“Quem vai de Palhoça a Torres está no inferno. De lá pra frente é Rio Grande e a BR está pronta. Os políticos gaúchos são competentes.”

fevereiro 01, 2020

O supremo paradoxo

Homo-ou-hetero
O padrão é ser hétero. Naturalmente. Sem preconceito, por favor, tira o preconceito e deixa penetrar nossa lógica de bar. Se você é homo, você derrapou na bifurcação. Pegou um desvio. Em pegando um desvio, você é um desviado. DESviado é um não viado, logo, você é muito macho.

janeiro 06, 2020

O drama do arroz

Arroz
Se você for um carboidrato, esta notícia vai deixa-lo preocupado. Mais, se você é um carboidrato, tem sérias razões para detestar o momento atual da economia.

Se o que deu na mídia recente for real, quanto mais aumenta a renda mais o apetite do antes pobre é direcionado para carnes, de preferência as vermelhas. Quanto mais grana tem o remediado menos chances tem você, carboidrato, de ser consumido. É por isso que a turma do arroz está fazendo manifestação.

E não pense que basta ser carne para gozar o momento. Saiba você então, carne, que a não ser que a coisa decaia, o futuro é do peixe. Isso mesmo. A ordem é essa, grana extra menos arroz e mais carne, grana preta esquece-se a carne e crau no peixe.

De um certo ponto de vista, para o arroz alpha resta um consolo: olhando para frente (ou para trás), haverá cada vez menos gente querendo comer você. 

Putz pê-ésse: até nisso nota-se o preconceito presumido. Enquanto o alvo e ariano arroz  brilha na mídia, o feijão, que também é carb…

outubro 14, 2019

Stop e volta: dá pra repetir?


Colunista falando na rádio: “É sério o problema da falta de mão-de-obra qualificada em Criciúma. Só pra vocês terem ideia, empresa precisava de alguém para operar uma máquina importada. Era uma máquina que trabalhava por controle-remoto. Vejam bem, não se exigia que o operador entendesse da máquina, apenas que entendesse do controle-remoto. Pois, pasmem… Não encontrou alguém com o perfil em Criciúma.”

Pode parar! Pára tudo! Perdemos alguma coisa. TODO homem entende de controle-remoto. Se há uma coisa que homem adora é controle-remoto. Adora e sabe usar. Homem não é homem sem controle-remoto. Homem, salvo caso extremo, gosta mais de controle-remoto que da mulher do carro. Qualquer criança alpha saber usar controle-remoto, está no seu DNPM. Pesquisas revelam que ao ser perguntado o que mais gosta na cama, 98% dos homens responderam controle-remoto (na pesquisa dirigida “usa controle-remoto na cama” deu 120%).

Diante disso, a colunista não disse, mas já deduzimos o entrave: a empresa era do ramo de vestuário e a máquina era de costura (na melhor das hipóteses, na pior, de lavar).

outubro 07, 2019

Blogueiro morto-vivo

morto-vivo teclado
Minha mulher me deu um comprimido para alergia e avisou:
- Cuidado que dá sono…

Ela falou mais alguma coisa, mas não escutei. Já tinha desmaiado. Penso que a melhor forma para uma esposa matar o marido deve ser mesmo administrando-lhe um comprimido. A gente toma na buena. A maioria dos maridos sempre toma.

Dormi vinte e quatro horas e acordei mal, totalmente grogue. Não fui caminhar cedo como de hábito. Nem levantei. Nada levantou. Ao meio-dia, meio cambaleante, saí da cama e fui para a mesa. A alergia tinha sumido, assim como minhas forças, minha vontade e meu humor. Almocei e sentei no sofá para ver o Globo Esporte e o Jornal Hoje. Só vi o primeiro – pela metade. Adormeci. O efeito do remédio do capeta parecia interminável. Depois de duas horas, de novo desperto (meia-boca), imaginei que teria que tomar uma atitude. Eu parecei um sonâmbulo, olhava sem ver. O torpor me dominava e eu tinha que fazer alguma coisa. Fui para a rua. Saí para caminhar e fui, caminhando, caminhando e quando passei pela loira… aconteceu.

Ela era uma mistura de Gisele Bündchen com a Patrícia Poeta, se essa fosse loira. Só sei que era linda. Ensaiei um sorriso, passei por ela e… fui escandalosamente ignorado. Nessa augusta e simbólica hora me veio uma apavorante sensação que insiste em me acompanhar: e se eu morri??? E se a loira não me percebeu porque eu já não existo?

Meu Deus!!! Me chegam pensamentos escabrosos que me assustam cada vez mais. Por que eu não li a bula do maldito comprimido? Lembro do meu primo, espírita, que insiste em dizer que a vida do outro lado é tudo igual. Que a gente morre mas continua dormindo, acordando, caminhando… Igual, o cacete!!! Igual como se as loiras não te olham?

E é isso gente. Agora, neste momento, aqui digitando, não sei se estou vivo ou morto. Estou postando isso numa tentativa de provar para mim mesmo que estou vivinho, mas não adianta. Se meu primo está certo tudo o que faço de um lado parece com o do outro e vice-versa. Entenderam?

E não adianta vocês comentarem este post para, eventualmente, me ajudar. Não recomendo. Vou achar que vocês também estão do outro lado. Vai parecer ajuda do além.

Coisa de louco!

setembro 27, 2019

Upgrade vaginal


Caro Putz, minha mulher falou que existe uma operação pra vagina. É uma tal de vaginoplastia. Vocês poderiam dar uma opinião pra gente saber se é uma boa?
Caral$#%&!!! Foi direto pro especialista.

Disse ele, o especialista:

Caro PutzNauta, o mercado vaginológico oferece três opções, todos com prós e contras:

MÉTODO ESQUIMÓ
  • Pró: ele transforma a buc vagina numa espécie de capuz que envolve seu car pênis como se fosse uma cumbuca causando prazer inenarrável.
  • Contra: o capuz só funciona com temperatura intravaginal abaixo de zero.

MÉTODO BRAILLE
  • Pró:  constrói uma calosidade nas paredes da perer vagina que produz um gozo inenarrável.
  • Contra: é abrasivo, com fricção excessiva seu pin pênis pode sair em carne viva.

MÉTODO SANEAMENTO BÁSICO
  • Pró: cria canal auxiliar no interior na chapolopolda vagina com alta capacidade irrigativa alagando seu pau pênis com uma enxurrada de prazer inenarrável.
  • Contra: o método provoca muitas reclamações, não exatamente na penetração. Antes, na operação de construção do canal, são tantos os transtornos que a buc vagina vira área arrasada. Muitos metem a boca.

setembro 09, 2019

Obra-prima

Palavrao
O Putz caminhava graciosamente pelo Pio Correa e presenciou a situação abaixo numa obra perto do Marista.
De cima do andaime o pedreiro trovejou com seu jeito pedreiral de ser:
- Massa, caralho!!!
O servente, no chão, devolveu:
- Por que não pega tu, seu corno.
E o pedreiro arrematou:
- Depressa, viado!!!
Nenhuma preocupação com as lulus locais (mulheres de fino trato) que transitavam por ali.

Diria Max Gehringer:

- Vemos acima um bom exemplo de como deve ser a linguagem corporativa. A mensagem tem que ser clara, objetiva e em termos facilmente compreensíveis para quem a recebe. Eis aí um ótimo modelo de como se relacionar dentro da empresa.

agosto 05, 2019

O perigo mora ao lado


A chamadas da Globo era sobre os perigos da pista molhada. Nas entre-falas se entendia que dirigir no molhado é uma fria. Mais perigoso que no seco. E a reportagem começou assim:

“Um em cada cinco acidentes acontece em pista molhada.”

Legal, né?! Se em cinco acidentes um é na molhada, então os outros quatro são na seca. O pepino é a seca. Dirigir no seco é três vezes mais perigoso que no molhado. Quanto mais encharcado melhor. Ou, menos pior. Foi isso que a Globo disse, foi isso que entendemos.

p.s.: Defendemos essa ideia numa roda de cerveja e fomos muito elogiados pela nossa capacidade interpretativa das notícias televisivas. Dentre os vários elogios, destacamos esse: “Cambada de burro! Tá na cara que não é nada disso. É por isso que esse blog do car#$%&apeta não vai pra frente…”

julho 13, 2019

Virgem aos 40


somsilencio
Confesso que sempre esperei por isso. A vida vai passando, vai passando e tudo acontece ao redor da gente. Será que nunca vou vivenciar isso? Será que minha experiência vai se resumir ao que vejo em filmes? Minha tia, solteirona como eu, dizia “Filha, você confunde prazer com apreensão e curiosidade.” Pode ser. Sonho às vezes. Nos meus sonhos as coisas acontecem com fortes emoções. Vejo máscaras, vejo soluços, vejo um homem enérgico, insinuante, encostando seu instrumento em mim, dizendo coisas. Meu Deus! Meu coração quer disparar enlouquecido, perco a coordenação de meus atos, penso em coisas para dizer mas não digo, ele me empurra, me segura, me grita Tu vai fazer tudo que eu mandar, ou, vou te fuder. Desfaleço Quando vou ter isso para valer? Deus, tomara que não seja ruim…
Finalmente aconteceu. Quase como nos sonhos. Deus meu! Semana passada, estava na padaria onde sou caixa e ele chegou, moreno, forte, com máscara, enérgico, me empurrou e me gritou:
- É um assalto! Tu vai fazê tudo o que eu mandá ou vou te fudê! Passa a grana, digeiro!

junho 26, 2019

Murphy no chuveiro


Meu caro Putz,

Detesto a lei de Murphy, detesto Murphy, detesto tudo. Sou mau humorado, assumo, pronto. O Murphy é meu desafeto mor. Parece que ele fez essa lei do demo pensando em mim. Ela me persegue. A última aconteceu no banho. Queimou o chuveiro e não precisa dizer que fazia um frio canalha. Também não precisa dizer que eu estava exatamente 100% ensaboado e enxampuzado. Tem uma população de seis pessoas na minha casa, inclusive minha sogra e mais duas cachorras que uma vez por semana vão pro chuveiro. Minha sogra toma dois banhos (às vezes três) por dia, a despesa com energia é um inferno. E o maldito queima exatamente comigo. Ainda fiquei um minuto aguardando, poderia ser falta de luz. O rádio ligado disse que não. E enxaguar toda aquela espuma na água gelada, sério, não desejo pras cachorras. Mas pro desgraçado do Murphy e pra lei dele eu desejo muuuuito.

junho 12, 2019

Namorados em fila pra transar

Dia dos namorados
Duas vertentes mercadológicas são responsáveis por esse espetáculo constrangedor que é aquela multidão de casais numa fila quilométrica à porta do motel torcendo para os que estão lá dentro gozem o mais rápido possível (o momento), para que dê tempo de ele dar a sua antes que o dia 12 acabe:

1) O marketing. Criou uma necessidade que não existia. Cidadão que nunca teve experiência sexual fora da cama própria, hoje se vê nervoso cada vez que a fila anda;

2) O crédito. Como disse tresloucadamente o apoteótico Luiz Carlos Prates, hoje todo “miserável” (sem ofensa, foi o Prates quem disse) tem carro. Carro tem tudo a ver com motel e… uma coisa leva à outra.

Agora, sem querer azedar a relação, tão vendo a fotinho acima? É a fila pros motéis da Içara antes do meio-dia. No São Simão tá igual.

Apressem-se.