Chegou na redação de PutzGraça:
SOCOOOOORRO Seu Putz, faça alguma coisa, estão querendo municipalizar o prédio da Fundação Municipal de Cultura, aquele na frente da Gendai (ex-Jugasa), bem no centro. Sabe o que vai acontecer? Municipaliza hoje, o Salvaro vende amanhã. Quem está conduzindo isso é a Romanna, fala com ela Seu Putz.
Pois é, justo a Romanna, nosso último reduto oposicionista. Último reduto de oposição não, é o pedal de freio do desembestado expresso transalvariano. Mas a putznauta deve estar exagerando. Quem iria querer comprar aquilo? Prédio velho e feio, escondido em meio a arvores… Nossas construtoras é que não. Não podemos esquecer que nossa elite empreiteira tem uma reconhecida consciência protetora de nosso patrimônio histórico, é ou não é?
De qualquer forma, Seu Putz foi falar com a Romanna e…
Todas as construtoras de Criciúma estão querendo comprar o prédio. Nem tanto o prédio, mas o terreno. Entenderam? Já gastaram o carpet da Prefa pra saber como anda a municipalição do local. É muita consciência protetiva.
Mas nem tudo está perdido. Tem uma pegadinha no processo, se a doação do imóvel para o município acontecer será casada com o tombamento federal do mesmo. “O prédio faz parte da história da cidade, é uma lembrança viva da luta pela democracia quando presos políticos lá ficaram reclusos, sediou a FUCRI no seu embrião... enfim, é um prédio lindo e de valor emocional, mas está caindo e não pode nem ser reformado porque é da União. Por fim, quem não preza seu passado não projeta bem o futuro... essa é a idéia.” Boas falas Romanna.
Que peninha! Com isso a cidade perde a possibilidade de ter em sua área central algo que definitivamente nos falta e que, sem sombra (e que sombra) de dúvidas daria um perfil personalíssimo a nossa área central: um conjunto de prédios espigados para moradores abonados.
Putz pê-esse: se “quem não preza o passado não projeta o futuro”, para Criciúma o destino é a bruma.